Coronavírus: neta que se isolou para cuidar da avó morre 13 dias após idosa



CLINICA DA PELE
A estudante de pedagogia Luana de Oliveira, de 35 anos, veio a óbito em decorrência do novo coronavírus 13 dias após a avó morrer da mesma doença. Luana se isolou com a avó, de 83 anos, com o intuito de cuidar da idosa. A estudante cuidou de Izabel Edimunda Bento de Oliveira desde que ela apresentou os primeiros sintomas.
O irmão de Luana concedeu uma entrevista ao Portal G1. De acordo com ele, avó e neta residiam na comunidade Prainha Branca, em Guarujá-SP. Ainda segundo o relato, Luana fazia parte do grupo de risco e apresentava comorbidades como bronquite e asma. Mesmo assim, a estudante optou por ajudar a avó no tratamento de todas as formas que pudesse.


Após os primeiros casos registrados na comunidades, a idosa foi imeditamente colocada em isolamento. A família de Izabel não sabe informar como a idosa foi contaminada pelo vírus. Após os primeiros sintomas, ela foi encaminhada até o hospital.


“Na tomografia, viram que o nível de acometimento no pulmão não era tão alto, e ela não precisaria de internação, estava aparentemente bem. Poucos dias depois, minha avó foi internada na parte da tarde, e em torno das 21h do dia 23 de junho, faleceu”, relatou o neto.

Após o sepultamento da idosa, Luana começou a apresentar sintomas da Covid-19. Ela testou positivo para a doença e precisou ficar em isolamento. Após dois dias ela foi internada.
A família e a comunidade ficaram abaladas com a morte de Dona Izabel e, já durante o sepultamento, Luana apresentou os primeiros sintomas da doença. A estudante decidiu fazer o exame, que deu positivo para Covid-19. Sem grande acometimento, como explicou o irmão, ela ficou em isolamento domiciliar, mas depois de dois dias precisou ser internada. No dia 6 de junho, Luana veio a óbito, pouco tempo após ser transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O irmão de Luana afirma que o hospital não informou à família que a paciente havia sido transferida pra UTI e reclama da demora em atender a irmã. A unidade hospitalar alega que o caso de Luana era grava, devido às comorbidades, e que todo esforço possível foi empenhado.

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