Maioria aprova militares nas escolas do DF



A ampla maioria da população do Distrito Federal apoia o projeto de gestão compartilhada das escolas adotado pelo governo. É o que mostra pesquisa do Instituto Exata OP, obtida com exclusividade pelo Jornal de Brasília.



A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 17 de julho, e já há a intenção do Instituto Exata de promover um novo levantamento mais atualizado.

O que, no entanto, a pesquisa mostra é que a polêmica em torno do tema parece mais amplificada do que, de fato, é a aceitação do modelo pela sociedade brasiliense.
De acordo com a pesquisa, 88% das 925 pessoas entrevistas dizem aprovar o modelo que entrega às Polícias Militares a disciplina nas escolas, deixando com os profissionais de educação a parte pedagógica.


Minoria barulhenta

Para o diretor do Instituto Exata OP, a explicação para a barulhenta polêmica pode estar no grau maior de convicção do minoritário percentual de 8% que desaprova o modelo.
“A rejeição é baixa, mas é sólida e barulhenta”, explica Caldas. “De certa forma, ela parece se aproveitar do desconhecimento mais detalhado de como se faz a gestão compartihada para confundir”, considera.
Nesse sentido, ele explica que os pesquisadores fizeram uma breve explicação do modelo no início da pesquisa, dizendo aos entrevistados que “militares atuam na administração escolar e na disciplina dos estudantes, enquanto os professores são responsáveis pela parte pedagógica”. As posições dos entrevistados foram colhidas, então, após a explicação.


A maioria das pessoas entrevistadas foi do sexo feminino (52%), contra 48% do sexo masculino. Em termos de escolaridade, 56% das pessoas ouvidas têm o ensino médio; 22% o ensino superior, e 23% até o ensino fundamental. Mais da metade (54,1% estão inseridos em termos sociais na classe D.
Após a breve explicação, 90% dos ouvidos disseram ter conhecimento do modelo que vem sendo adotado em escolhas públicas no DF, contra 10% que disseram não saber.

Mais velhos

Estratificado o percentual de aprovação do modelo, se verifica que o percentual dos que disseram aprovar a gestão compartilhada é praticamente o mesmo entre homens ou mulheres. O percentual de homens favoráveis foi de 90%, contra 89% entre as mulheres. Por faixa etária, é maior entre os mais velhos e menor entre os mais jovens. Para 90% dos entrevistados com mais de 60 anos, o modelo é bom, enquanto essa é a opinião de 77% daqueles que têm entre 16 e 26 anos.


Já por classe social, é maior a aprovação entre os mais pobres. Entre os entrevistados da classe E, 92% disseram aprovar o modelo. O menor percentual de aprovação é na classe B: 79%.
Por escolaridade, a maior aprovação é entre os que têm o ensino fundamental (92%) e menor entre os que têm ensino superior (83%).

FONTE: JORNAL DE BRASILIA

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