Seca faz a energia ficar cara mais uma vez

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Se estiagem se prolongar, o abastecimento da população e a geração de energia elétrica em reservatórios brasileiros poderão ficar gravemente comprometidos. A seca é um dos motivos para bandeira vermelha patamar 2 continuar em vigência pelo terceiro mês consecutivo. Essa é uma forma de repassar ao consumidor o aumento no custo de produção de energia. A elevação na conta é de R$ 5 a cada 100 kW/h consumidos, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Isso acontece porque o nível dos reservatórios de água das hidrelétricas estão com volumes muito baixos.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) faz projeções pessimistas, mesmo se as chuvas até novembro ficarem acima da média. A Agência Nacional de Águas (ANA) já impôs restrições, por exemplo, ao abastecimento de São Paulo. O Sistema Cantareira, composto por seis represas, está em uma situação pior do que em julho do ano passado. Se chover dentro de índices da média histórica, terá pouco mais de 50% da capacidade para enfrentar todo o período de seca. Se chover menos, ficará com 26%.

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Atualmente, o volume acumulado é de 39,69% — pior índice desde 2016. Como consequência, a ANA determinou que, desde ontem, fosse reduzida a retirada de água pela Sabesp para a Região Metropolitana de São Paulo. O índice foi limitado a 27 metros cúbicos por segundo.

A Bacia do Rio São Francisco tem panorama semelhante. Se chover na média, apenas 38% do volume total será recomposto. A ANA autorizou a redução da vazão dos reservatórios de Sobradinho e Xingó. Antes da crise, a vazão média mínima era de 1.300 metros cúbicos por segundo. Agora, chegou a 600. Desde 2013, o manancial sofre restrições.

A Bacia do Rio Tocantins apresenta panorama mais otimista. Se chover na média, 87% da água completará o reservatório. Todo o sistema tem 55,56% da capacidade total. A Usina de Serra da Mesa, distante 260km de Brasília, acumula 20,44%. A ANA determinou que até dezembro a vazão do reservatório seja de 300 metros cúbicos. Nos reservatórios do Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, a crise é decorrente de vários anos com chuvas abaixo da média, explica o coordenador-geral de Operações e Modelagens do Cemaden, Marcelo Seluchi.
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