Operação da polícia deflagra associação fraudulenta no DFTrans

A Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal desarticularam, nesta quarta-feira (15), grupo responsável por fraude bilionária no sistema de bilhetagem automática do DFTrans. São cumpridos 38 mandados de prisão temporária e de busca e apreensão a funcionários do sistema de transporte público do DF. A polícia investiga a associação há aproximadamente quatro meses. Desde 2014, o esquema causou um rombo de aproximadamente R$ 500 mil por semana aos cofres públicos.
Os envolvidos faziam o pagamento a permissionários pelo transporte de passageiros que não existiam na medida em que o grupo ia descarregando os créditos dos cartões de vale transporte. Os investigadores acreditam que os criminosos usavam empresas fictícias, com cadastro de pessoa jurídica falso, para emitir os créditos. Quando o grupo descarregava o benefício, para recarregar, era necessário gerar um boleto virtual. Essa cobrança nunca era paga, mas na fatura tinha a baixa de quitada. Assim, o Governo de Brasília liberava o valor equivalente ao crédito para ressarcir o pagamento do boleto de cobrança.
Um dos líderes do esquema era o próprio auditor fiscal Pedro Jorge Brasil, que aproveitava do cargo de chefia para vincular o vale-transporte a pessoas fantasmas. De acordo com os investigadores, o grupo era extremamente organizado, com uma hierarquia bem divida. Um grupo era responsável por inserir dados falsos no sistema e incluir empresas inexistentes e vinculação de supostos funcionários a elas. Outro grupo validava a compra de créditos do benefício gerados fraudulentamente para empresas inexistentes. E um terceiro grupo descarregava o crédito dos cartões nos validadores.
A justiça autorizou que os policiais da investigação tenham acesso ao banco de dados e sistema de bilhetagem automática, gerenciado pelo DFTrans, para avaliar se há outros envolvidos e qual a extensão do esquema. Além do DF, os mandados estão sendo cumpridos em cidades do entorno, em João Pessoa (PB) e em Recife (PE), com o apoio da Polícia Federal.
A investigação é conduzida pela coordenação de Combate ao Crime Organizado, contra a Administração Pública e contra a Ordem Tributária (Cecor), que investiga o envolvimento de servidores públicos e os prejuízos ao Erário. Já o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios acompanha a operação por meio das Promotorias de Defesa do Patrimônio Público (PRODEP).

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