Mulher queimada aparece de surpresa em audiência e chora ao ver marido que matou os filhos


A jovem Barbara Penna ficou, pela primeira vez, frente-a-frente com o ex-marido, na última terça-feira (5), em Porto Alegre (RS). Em 2013, João Guatimozin Moojen Neto colocou fogo no apartamento em que morava com Barbara e os filhos. As duas crianças morreram, um vizinho que tentou ajudar também e a jovem teve grande parte do corpo queimado, além de ter sido jogada do terceiro andar. O encontro aconteceu durante uma audiência no Fórum Central. A jovem chorou muito, mas disse “que precisava estar presente na audiência”.


Segundo Marçal Carvalho, advogado de Barbara, ela apareceu de 'surpresa' na audiência, já que não era obrigatório que ela se apresentasse. Ela já prestou seu depoimento no caso e agora as vítimas de acusação estão sendo ouvidas. 


— Foi muito traumático para ela, mas ela quis estar lá e disse que precisava desse encontro. Ela lembrou muito dos filhos e disse que eles deram a força que ela precisava. Chorou demais  


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Na época do crime, ela foi agredida pelo marido e conta que pediu para que ele parasse para não acordar as crianças. Ele continuou a agredindo até que a jovem desmaiou. Barbara acordou com o apartamento já em chamas. Ela correu para a cozinha, onde não havia grades na janela e gritou por socorro. Em seguida, o marido a arremessou do 3º andar.

Os dois filhos do casal, um bebê de três meses e uma menina de dois anos, morreram. Um vizinho, de 76 anos, que tentou ajudar no resgate, também acabou morrendo 

A jovem teve 40% do corpo queimado e ficou quatro meses internada. Ela já passou por mais de 200 cirurgias 

Moojen Neto responde por três homicídios qualificados e uma tentativa de homicídio qualificado e mais crimes que atentam contra criança e idoso

Barbara se tornou um marco na luta contra a violência doméstica. Ela falou sobre a violência vivida e emocionou o País durante uma de suas declarações.

— Eu queria fazer um apelo para que as mulheres denunciem, não deixem chegar nesse ponto que eu cheguei. Quando os homens começarem a agredi-las verbalmente já denunciem


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