Caso Rhuan: tribunal do júri de assassinas confessas começou nesta quarta (25) em Samambaia



 

Na madrugada do dia 1º de junho de 2019, Rosana Auri da Silva Cândido matou o filho Rhuan Maycon com 12 facadas. Ela disse que fez isso porque queria apagar as lembranças que tinha da família do pai do garoto. Kacyla Pryscyla Santiago Damasceno, companheira e cúmplice no crime, disse que o ato estava sendo planejado há tempos e que o objetivo da assassina era “sumir com ele do mapa”.

Nesta quarta-feira (25), mais de um ano após o crime, acontece, no Fórum de Samambaia, o tribunal do júri responsável pelo julgamento da dupla. O julgamento acontece desde de 9h e todas as testemunhas foram ouvidas já pela manhã. O julgamento está na fase de debate, onde a promotoria e a defesa apresentam os argumentos. “Eu fui ouvido pela manhã e posso te dizer que tudo corre tranquilamente”, conta ao JBr Guilherme de Sousa Melo, à época delegado-chefe na 26ª Delegacia de Polícia (DP) de Samambaia, responsável por atender a ocorrência.

O crime

O crime teve características brutais. Após as facadas, Rosana esquartejou o garoto e tentou arrancar a pele do corpo dele para fritar. Queria, também, assar partes na churrasqueira da casa onde moravam, em Samambaia Norte, além de jogar outras partes no vaso sanitário. Só desistiu por conta do cheiro forte. Em seguida, por não conseguir concluir o planejado, colocou partes do menino em lancheiras e mochilas e jogou em um bueiro na QR 425, em frente à creche Azulão.

Transeuntes que passavam pelo local acionaram a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que encontrou o corpo de Rhuan e, em seguida, encontraram as criminosas. Elas confessaram o crime e contaram terem esperado pelo menino dormir para cometer a barbárie.

Rosana, mãe dele, acertou a primeira facada nas costas, viu o garoto cair de joelhos no chão e depois deu outros 11 golpes no tórax, de frente para o filho. Rosana contou, em depoimento, que conseguia ouvir o barulho da faca saindo dos ossos após cada movimento.

Em seguida, ela esquartejou, decapitou Rhuan e retirou toda a pele do rosto dele, com o propósito de fritá-la. Colocou a cabeça em um balde. Tentou assar as partes do garoto em uma churrasqueira para amolecer a carne, desprender dos ossos e descartar no vaso sanitário, mas não conseguiu. Também não teve êxito ao tirar os olhos do garoto. A mãe disse, ainda, que comprou a faca por R$ 14,90, dois pacotes de carvão (para a churrasqueira) e um martelo, pensando na trituração dos ossos depois do esquartejamento.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), não há previsão para término, podendo se estender até a madrugada. Segundo informações obtidas com exclusividade pelo Jornal de Brasília, Rosana e Kacyla mantiveram-se na maior parte do tempo de cabeça baixa. Rosana, mãe de Rhuan, estava de cabeça raspada e não esboçou nenhuma emoção durante o depoimento das testemunhas. Kacyla, mais magra, demonstrou incômodo, quase chorando.

“Elas estão orientadas pelos advogados”, relata a fonte. “Quando o delegado relatava sobre o crime Rosana chegou a fitá-lo nos olhos algumas vezes, como se estivesse se recordando da noite do crime”, revela a fonte ao JBr.

Repercussão

O avô de Rhuan, Francisco das Chagas, mais conhecido como Chaguinha, torce para que a mão da justiça pese sobre as assassinas confessas de seu neto. “ Espero que elas peguem pena máxima”, diz o senhor. “Ele era um inocente sem defesa. A morte dele ainda dói muito.”

Rodrigo Oliveira, ex-marido de Kacyla, faz coro com Chaguinha. “Espero que a justiça seja feita e eu acredito que elas serão condenadas à pena máxima.”


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