Seca e calor castigam o Distrito Federal; tempo deve mudar a partir de segunda





O Distrito Federal completou 115 dias sem chuvas, ontem. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a situação só deve mudar a partir de 21 de setembro, quando a massa de ar quente que está sobre a região da capital federal perderá a força. Até lá, o brasiliense precisa encontrar formas de amenizar os efeitos da estiagem na saúde e no bem-estar. As soluções vão desde as medidas mais tradicionais, como o uso de umidificadores, até as mais peculiares, como o uso de toalhas úmidas no pescoço.

Inez Mauricia Pereira, 82 anos, mora no DF desde 1975. Ela conta que, sempre nesta época do ano, tem problemas relacionados ao clima quente e seco. “Meus olhos ficam secos, e as pernas começam a doer. Tenho algumas tosses e dores de cabeça, também”, relata. A aposentada sente cansaço extremo e isso a atrapalha nas tarefas do dia a dia. “Neste período, fico com mais sono e mais indisposta. Tenho dificuldades para realizar coisas simples, como arrumar a casa e lavar a louça”, afirma.

Para tentar driblar os efeitos da estiagem na saúde, a moradora do Núcleo Bandeirante aposta em soluções caseiras aliadas a orientações médicas. “Costumo pegar uma toalha úmida, passá-la nos braços e pernas e, depois, deixá-la no pescoço. Funciona para amenizar a sensação de calor”, avalia. “Tenho alguns problemas no pulmão e, por isso, sofro com o ar abafado. O médico indicou-me o aparelho para controlar um pouco a situação”, completa.

Segundo a meteorologista do Inmet Andrea Ramos, o dia mais quente de 2020, até o momento, foi em 11 de setembro, quando os termômetros marcaram 33,1ºC. Ao longo desta semana, o cenário não deve ser diferente. A previsão é de que as máximas fiquem entre 30ºC e 32ºC até este domingo. Andrea explica que estas características costumam durar até meados de setembro. “Apesar disso, não é uma máxima, esse período pode se estender ou ser mais curto a depender do ano”, diz. Ela destaca que o recorde de estiagem no DF foi registrado em 1963. “Naquele ano, de acordo com os arquivos, a cidade ficou 164 dias sem chuvas”, completa.



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