Pais estão inseguros com a reabertura de escolas



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A Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do Distrito Federal solicitou participação para se manifestar nas discussões do poder público quanto ao retorno das aulas presenciais na capital. “Queremos, como pais, informações seguras, gestão administrativa das autoridades públicas para garantir o ambiente seguro, protocolos adequados e a fiscalização, caso necessária. Queremos uma comunicação clara com a Secretaria de Educação [SEE/DF]”, afirmou o presidente da entidade, Alexandre Veloso. 
O cenário, segundo ele, “é de muita incerteza”. “Muitos pais querem voltar, mas nesse momento de uma evolução da doença no DF, querem aguardar; outros não. Temos que respeitar”. O apelo feito é que se mantenha, entre Secretaria e Associação, uma comunicação clara quanto às normas de ajuste e protocolos de segurança. “Pedimos que ela [pasta] seja a grande gestora nessa transição, de modo que possa coordenar com as demais entidades interessadas no assunto”, finalizou.
A volta às aulas presenciais na rede particular de ensino do Distrito Federal ainda é incerta após decisão judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª região (TRT-10), no último sábado (25). A resolução adiou em 10 dias o retorno às instituições de ensino.  O cenário de disputa gera dúvidas quanto à segurança e acompanhamento do órgão junto às escolas. “As escolas privadas estão submetidas aos mesmos protocolos de segurança que as escolas públicas”, afirmou o secretário de Educação do DF, Leandro Cruz, sobre a questão.
O chefe da educação local ressaltou que “cada escola terá seu cronograma” e que coube à pasta educacional “definir os protocolos e a fiscalização da aplicação deles”. A Secretaria informou ao Jornal de Brasília que as medidas de prevenção à disseminação do vírus são de responsabilidade individual, coletiva, mas que também “poderão ser acompanhadas por comissões locais estabelecidas pelos gestores das escolas”. 


Retorno difícil
A menor taxa de contaminação e de mortes por coronavírus no DF é a que cobre os alunos da rede de ensino até o Ensino Médio. De acordo com última atualização do balanço da covid-19 no DF, pouco mais de 7 mil indivíduos com idade igual ou menor que 19 anos foram contaminados pela doença – houve 3 mortes e outros 5,81 mil recuperados.
Hemerson Luz, infectologista das Forças Armadas, entende que as causas para o baixo índice se devem a duas questões principais. “[Primeira:] No isolamento, há menor exposição ao vírus quando ele está em circulação e [segunda:] a letalidade é muito mais baixa nessa faixa de idade. São quadros mais brandos e a letalidade aumenta conforme a idade da pessoa, intensificando-se acima dos 60 anos, com os idosos”, explicou o especialista. 
Pelos sintomas mais brandos e menor taxa de disseminação da doença, o infectologista entende que as regras estabelecidas para o retorno são suficientes para mitigar o contágio nos ambientes escolares. “Em nenhum momento devemos pensar que será fácil a volta. Não é uma tarefa fácil, mas as regras que estão sendo impostas devem ser seguida com muito rigor”, ressalta.
“Não vão zerar [os índices de contaminação], porque sempre há a possibilidade de alguém quebrar as regras, mas estão dentro das normas adequadas de controle”, completou. “[…] Mas é possível sim voltar com todo o cuidado, tentando diminuir ao máximo a quantidade de

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