Grupo usa caixas de leite para isolar paredes de barracos contra o frio em Samambaia



Estamos no período de inverno e o Distrito Federal tem registrado dias gelados desde o início do mês de junho. Nas áreas mais vulneráveis da capital da República, muitas famílias vivem em condições precárias e suportam o frio do jeito que dá.
Quem mora em barracos de madeira sofre com o vento que passa entre as frestas das casas. Foi pensando nessas condições que o grupo de voluntários Liga do Bem, formado por servidores do Senado Federal, resolveu criar o projeto Paredes do Bem.

Eles contam com a colaboração de mais de 250 voluntários entre servidores públicos, comissionados, professores e costureiras que estão recebendo caixinhas de leite vazias para transformá-las em placas térmicas a fim de tampar frestas e aquecer moradias em áreas vulneráveis de Brasília.
A coordenadora da Liga do Bem, Patrícia Seixas, contou que acompanha o trabalho de uma ONG chamada Brasil Sem Frestas, de Curitiba (PR), e já sonhava em implementar a mesma ação também no DF.
Por meio do grupo de professoras de Samambaia, Borboletas em Expansão, Patrícia conheceu duas histórias que tocaram o seu coração: a de uma grávida que havia parido e estava passando frio e a de uma família que contava com apenas um cobertor em casa e ele foi usado para cobrir frestas do barraco por onde passava o vento. A família dormia abraçada para se aquecer.
“Estamos arrecadando as caixas já vazias e higienizadas para serem costuradas e transformadas nas placas impermeáveis. O alumínio é um excelente isolante térmico. Reflete o calor e mantém a casa quentinha no inverno. O objetivo é revestir as casinhas de quem não tem condições e tanto precisa”, explicou Patrícia.


A primeira família contemplada com as placas será a de uma catadora do Lixão. Ela mora no Morro do Sabão, na Expansão de Samambaia, e irá receber a parede térmica neste sábado (04/07). A mulher ganhou neném há cerca de um mês e o barraco não suporta o frio.
“Estamos muito felizes em poder ajudar dessa maneira até que essa família conseguir se reestruturar. Depois deles, vamos fazer nova triagem para selecionar outros barracos e revestir as frestas por dentro. Quanto mais grupos se juntarem aos Paredes do Bem nessa causa, melhor. Ainda estamos no início do projeto, compramos uma máquina industrial e vamos costurar novas placas”, acrescentou a coordenadora. 

Ajude
Quem desejar doar material para a confecção das placas, deve cortar a embalagem, higienizar e secar.
Para abrir as caixas, basta levantar as abas e fazer um corte com a tesoura nas extremidades. As tampinhas plásticas também são reaproveitadas e vendidas para arrecadar dinheiro e comprar fraldas geriátricas e infantis e adquirir cadeiras de rodas aos mais necessitados.



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