Segmento de bares e restaurantes agoniza com a pandemia



Com a frase “Portas Abertas Já Retomada Segura”, o Sindicato de hotéis, restaurantes, bares e similares (Sindhobar) iniciou uma campanha pela retomada das atividades do setor.
O presidente da entidade, Jael Antônio da Silva, cobra das autoridades do Distrito Federal uma posição sobre quando e em de modo poderão reabrir as portas.
“400 bares e restaurantes já fecharam encerraram as atividades e demitiram 10 mil trabalhadores, mas se os estabelecimentos continuarem sem funcionar, das 10 mil empresas do setor existentes no DF, três mil fecham e as demissões deverão atingir um total de 40 mil pessoas.”

A grande preocupação dos empresários, entre eles os de bares e restaurantes, é o fato de que nesta semana termina o prazo para suspensão dos contratos de trabalho. “Com o fim do prazo em que é permitida a suspensão do contrato de trabalho, o que vamos fazer? Vamos reduzir as jornadas de trabalho dos empregados? Mas se não voltarmos a trabalhar teremos mais à frente de demitir o pessoal, aí haverá os encargos a serem pagos? São muitas decisões a serem tomadas e precisamos que o governo nos dê respostas”, disse.
Como argumento para o retorno do funcionamento dos bares e restaurantes, Jael lembra que quase todos os segmentos comerciais na cidade já estão abertos. Na campanha pela abertura iniciada na última sexta-feira e que será intensificada a partir desta semana, o Sindhobar destaca “juntos pela reabertura responsável e consciente de bares e restaurantes”. Jael assegura que o setor está propondo a retomada das atividades de forma conscientes, com segurança, contribuindo para o combate à pandemia do novo coronavírus na cidade.

A campanha do Sindhobar conta com o apoio da Federação do Comércio do Distrito Federal (Fecomércio). O presidente da Fecomércio, Francisco Maia, disse previu que um dos motivos de que as vendas dos Dias dos Namorados serão fracas na cidade é o fato de os bares e restaurantes permanecerem fechados. “Existe uma tradição nesta data. As pessoas saem para jantar, para comemorar, mas se não tiver para onde ir, será fraco para todo o comércio”, previu Maia.
Alguns restaurantes tradicionais de Brasília sucumbiram à pandemia do novo coronavírus e não reabrirão após o fim das restrições impostas pela pandemia, como é o caso do Fritz, especializado em comida alemã. Fundado em 1980, o restaurante era referência em comida alemã e austríaca na cidade. A empresa ainda tentou se manter com o serviço delivery, mas não conseguiu e fechou as portas no dia 31 de maio. Outra casa tradicional da capital que não resistiu ao coronavírus foi o Piantella. O restaurante que por 44 anos foi o preferido dos políticos que passam a semana na capital ficou 60 dias fechado devido a pandemia a covid-19 e, assim como o Fritz, anunciou o fim das atividades.


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