Desemprego afeta 30% das famílias de renda mais baixa em Samambaia

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Desde que começou a quarentena para combater o novo coronavírus, a diarista Cristina Aparecida perdeu todas as faxinas que fazia durante a semana. Ela conseguia tirar R$ 800 por mês - dinheiro que bancava os três filhos, sendo o mais novo de um ano de idade. "Com a pandemia, fui dispensada de todas as casas."


Hoje, sem trabalhar, ela vive de doações. O pai, aposentado, compra as fraldas do bebê e uma vizinha dá o leite. A igreja também ajuda com outros produtos, diz Cristina. Ela mora numa invasão em Samambaia Norte, por isso, não paga água nem luz. "Nunca vi nada tão assustador como isso que estamos vivendo", afirma a diarista.

Como na casa de Cristina, o desemprego já bateu na porta de quase um terço das famílias que ganham até um salário mínimo.

 o resultado reflete o efeito da crise nos pequenos negócios, que concentram os empregos de menor renda. É um efeito em cascata: a lojinha do bairro fecha as portas, deixa de faturar e demite o balconista, que para de consumir.



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