Refeição a 1 real é sucesso no Restaurantes Comunitário de Samambaia



Na volta à cobrança de R$ 1 para todos os consumidores, aumentou 23,8%, em média, a procura da população nos 11 restaurantes comunitários do DF. Foram vendidas 15.492 refeições nos restaurantes populares, quase 3 mil a mais do mesmo dia da semana passada, quando 12.678 pessoas almoçaram com o preço antigo.

A população faz fila para comer uma refeição saudável e balanceada, com salada, sobremesa e um copo de suco incluídos no valor de R$ 1. O cardápio desta terça era carne bovina cozida com mandioca, farofa de cenoura e cebola, tomate e acelga, arroz branco, feijão (preto ou carioca), um tablete de doce e suco. “A comida é muito boa. Quando a gente come na rua, a comida tem muito sal”, diz Antônia Serafim dos Santos, 36 anos.

Ela almoça no Restaurante Comunitário de Sobradinho II quase todos os dias com o filho Maicon Santos da Silva, 9 anos, que é fã da feijoada servida às sextas-feiras. Quando não vai ao restaurante, ela compra uma marmita vendida perto da casa dela por R$ 10. “Prefiro vir almoçar aqui. Com a diferença do preço que gasto com a marmita, faço um lanche melhor em casa”, afirma.
A aposentada Raimunda Vieira dos Santos Nogueira, 77 anos, é cliente do Restaurante Comunitário de Sobradinho II desde que ele foi inaugurado, em 2011. Ela come no local todos os dias. “Quando não venho, minha irmã leva marmita para mim”, explica. O preço de R$ 2 não inviabilizava que ela almoçasse ali, mas ela confessa já ter planos para os cerca de R$ 25 que vai economizar.
“Vai me ajudar a comprar meus remédios. Tomo três medicamentos para a pressão e apenas um consigo na farmácia popular”, diz. “Minha aposentadoria é de apenas um salário. A gente que ganha pouco tem que se virar”, completa.
A estudante Misalene de Souza Santos, 42 anos, também fazia esforço para pagar os R$ 2, mas reconhece que o novo preço faz diferença no orçamento. Todos os dias ela vai ao restaurante de Planaltina e leva comida para os três filhos.
“Pagava os R$ 2, mas com sacrifício”, conta a mulher que está desempregada há 4 anos. “Eu sou brigadista, mas desisti de procurar emprego na área e estou fazendo curso de técnico de enfermagem e de bombeiro civil. A gente vive com a renda do meu marido que também está desempregado, mas faz uns bicos”, relata.

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