De Samambaia a Lima: veja a história de Wendel de Souza



Os Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019 ocorrem de amanhã até o dia 1º de setembro no Peru. Mas para Wendel de Souza Silva, 27 anos, a competição ocorre nos dias 24 e 25 deste mês, quando ele será o guia nas corridas de atletismo do capixaba Daniel Mendes, 40 anos. Nascido em Samambaia Sul, o atleta mora em São Paulo (SP) desde 2013, quando começou a treinar paratletas do time Brasil na capital paulista.




Wendel viajou para a capital peruana no último domingo, com os cerca de 60 integrantes da equipe brasileira de paratletismo. Ele começou a parceria com o capixaba de Nova Venécia (ES), Daniel Mendes, em 2017, quando começou a ser o guia oficial dele.


“Não escolhi ser guia, meu sonho era de ir a uma olimpíada. Mas houve contratempos e falta de investimento como atleta individual. Fui apresentado ao atletismo na rua de casa pelo meu primeiro técnico da época, o Marcos Sérgio, que era atleta de corridas de longa distância. E desde lá nunca mais me separei desse esporte. Me sinto realizado como atleta guia. O único título que ainda não tenho como guia é medalha de um Parapan-Americano, e vou atrás disso”, sonha.
O paratleta Daniel Mendes possui importantes medalhas na carreira, como: prata nos 200m rasos, nas Paralimpíadas de Londres 2012; ouro no revezamento 4x100m rasos nas Paralimpíadas Rio 2016; e bronze nos 200m rasos pela mesma paralimpíada no Brasil.
“O guia é de fundamental importância para a gente caminhar no mesmo sentido. É fundamental o Wendel ter a sensibilidade em saber quando eu posso render um pouco mais na corrida. O primeiro objetivo para este Parapan-Americano é brigar por medalha, e que ela seja dourada”, projeta Daniel.


O guia, nascido em Samambaia, detalha como é ser guia de um paratleta. “A minha função é ser os olhos do paratleta e passar total confiança para que ele fique seguro na hora dos treinos, viagens e competições. A prova oficial da gente é os 400 metros rasos. Durante ela, eu oriento a entrada de curvas e retas. Mas o Daniel sempre me avisa o que ele quer que eu fale. Mas quanto menos eu falar melhor para nós, porque é um sinal de que a corrida está de acordo com o que trabalhamos”, explica.

Ao longo da carreira, Wendel foi medalha de ouro no 400m rasos no Mundial Paralímpico de Atletismo de 2013, em Lyon (FRA), junto da paratleta Terezinha Guilhermina. Ele também foi medalha de prata nas Paralimpíadas Rio 2016 com o paratleta Felipe Gomes nos 400m rasos. Na mesma competição, Wendel também ficou em segundo lugar com a paratleta Jerusa Geber.

Orgulho


Wendel se diz satisfeito em poder ser atleta guia. “A melhor parte é ter a certeza de que alguém confia em mim. O que eu mais aprendo é a disciplina e educação que compartilho com os paratletas”, diz.
“É de arrepiar porque fico feliz pelo nome da minha cidade. Por onde eu passo, faço questão de citar o nome da Samambaia Sul. Em alguns lugares onde já treinei e treino, meu apelido é Samambaia”, orgulha-se.
FONTE: JORNAL DE BRASILIA

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