Mulher que teve gaze esquecida na vagina durante atendimento no Hospital de Samambaia desabafa: “Estava podre”



Não bastasse o trauma de perder o primeiro filho por complicações na gestação, Erika Pereira Nascimento (foto em destaque), de 25 anos, sofreu com a negligência dos profissionais de saúde do Hospital Regional de Samambaia (HRSam). De acordo com a autônoma, os médicos responsáveis pelo parto do natimorto esqueceram, em seu útero, duas gazes utilizadas no procedimento cirúrgico.



Ao Metrópoles, Erika relatou ter procurado a unidade após realizar exame de ultrassom que apontou a morte precoce do bebê. Diante da comprovação, a equipe optou pela internação da jovem. “Eles [médicos] disseram que não tinha como fazer mais nada. Fizeram os procedimentos de internação, mas só fui fazer o parto no dia seguinte, por volta das 5h”.


Dois dias após o parto, a autônoma recebeu alta médica e voltou para casa. No entanto, durante a recuperação, começou a ter complicações. “Fiz todo meu resguardo da maneira como me foi recomendado e, no final dele, comecei a sentir umas dores e percebi que saía um líquido com odor forte e sangue da minha vagina. No início, achei que fazia parte do próprio resguardo”, conta.
Cinco dias depois de apresentar os sangramentos na região uterina, as dores se intensificaram, levando-a a procurar novamente o HRSam. “Eu sentia uma dor muito forte. Quando tocava, parecia ter um caroço. Fui ao hospital ver o que era e o médico retirou, de dentro da vagina, a primeira gaze, que estava podre e, em seguida, outra”.

Segundo Erika, o profissional responsável pela extração dos materiais hospitalares omitiu a informação no prontuário em uma tentativa de “tentar esconder o erro médico”. À reportagem, a jovem disse ter procurado a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) no dia seguinte para denunciar o fato e disse ter se sentido “esquecida”.
“Foi tudo muito difícil. Primeiro, perdi meu primeiro filho em um hospital que não tinha atendimento bom, que foi negligente. Fui esquecida e minha irmã teve de procurar os médicos para que eles me atendessem. Depois do parto, quando estava me recuperando e sofrendo meu luto, ainda tive que passar por tudo isso, inacreditável”, lamentou a autônoma.



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