Cada vez mais os Pets estão fazendo parte das famílias de Samambaia


Quem nunca quis um bichinho de estimação não pode dizer que já encheu o saco dos pais (ou da pessoa cuidadora/provedora). Eu lembro que quando meu pai – finalmente! – me falou que a gente podia ter uma gatinha, eu já nem achava mais que eu ia conseguir. Insistia só pelo esporte. Até que um dia, depois que eu falei (pela milionésima vez) “paaaaai, vamos adotar uma gatinha!” ele falou “tá bom, vai”. Eu nem soube direito o que dizer! Definitivamente não estava preparada para um “sim”, mesmo que eu realmente o quisesse.

A grande maioria das famílias de Samambaia você pode encontrar pelo menos um pet na residência e isso tem se tornado comum.

É muito claro que no instante em que um animal entra em casa, para muitos de nós adoradores de bichinhos, ele se torna parte da família. Ele integra os jantares, seja querendo um tequinho do que quer que estejamos comendo, seja só observando o habitat natural desses humanos (minha gata diria nesse momento: argh!). Ele até parece assistir TV com a gente quando deita pertinho para fazer companhia. Alguns querem estar junto até na hora de dormir. Seja como ele for, do seu jeitinho próprio, vai virando um tijolo da família.
Quando era mais nova eu tinha o costume de chamar minhas gatas e minha cachorra de minhas irmãs, e às vezes de minhas filhas. Às vezes me referia à minha mãe como mãe delas e às vezes como avó. Sempre variava, mas não importava muito. Fato é que elas já eram da minha família, independente de qual posição exata na árvore genealógica elas assumissem.

Existem bichos de todos os jeitos. Os mais quietos, os ariscos, os carinhosos, os alegres, os babões (que quase sempre são os mesmos que os alegres), os interativos, os que não interagem muito, os grandes que acham que são pequenos e os pequenos que acham que são grandes. Seja um hamster, um passarinho, um gato, uma iguana, um peixe, um cachorro, um cavalo, um coelho e até, por que não, uma aranha ou cobra, no mais das vezes os nossos bichos deixam de integrar o âmbito das coisas que temos, eles transcendem a ideia da posse e constroem relacionamentos reais com a gente. Eu falo “minha cachorra” da mesma forma que digo “minha amiga” ou “minha irmã”. Elas não são minhas mesmo minhas, mas estão presentes na minha vida da mesma forma. Nossos bichos estão lá para ouvir nossas angústias (e às vezes oferecer uma lambida no nariz como prêmio de consolação), ouvir nossas músicas, às vezes guardar segredos que contamos e às vezes os que só mostramos (tipo aquela vez em que seu hamster estava na gaiola no quarto enquanto você treinava seus passos de dança na frente do espelho). Às vezes, até criamos nossos próprios rituais com eles: sempre que eu acordo minha cachorra vem correndo até a porta do meu quarto e quando ela está bem perto de mim ela cai no chão de barriga pra cima e eu faço carinho nela. 

E sempre que minha gata mia para eu abrir a água da pia do banheiro para ela beber, eu mio de volta e ela mia de volta e assim vamos conversando.
Pode parecer bobagem, mas não é parecido com todos os outros relacionamentos que temos com seres humanos, e com a própria família? E talvez, até, substituindo uma família que talvez não seja tão legal assim com você, de quem você se afastou ou gostaria de se afastar? Já falamos aqui que família vai muito além daquele conceito tradicional, e envolve muito mais do que genética (muitas vezes nem envolve). Eles estão lá todos os dias, não importa como tenha sido o seu dia, não importa se você tirou a cenoura que ele estava roendo na noite anterior, ele vai te amar (a menos é claro que você dê motivos reais para ele te odiar, tipo maltratar ele – daí eu também não vou gostar muito de você, não). E o que é família se não um amor gigante, bem antes de ser uma simples ligação sanguínea?


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