Mulher reage a assalto e põe bandidos para correr em Samambaia


Na madrugada desta quinta, 02 de agosto na quadra 303 de Samambaia, um mulher estava saindo para trabalhar em plena 6 horas da manhã foi rendida por dois criminosos que estavam muito agressivos na abordagem e pediram o celular e dinheiro da vítima.

Segundo relato da vítima ela percebeu que a arma de um deles era de brinquedo e reagiu ao assalto, a mulher conta a nossa equipe que usou golpes de Jiu Jitsu para se defender e por os ladrões para correr logo após a tentativa de assalto onde ela ainda conseguiu recuperar o celular.

Casos de roubos frequentes em Samambaia.

Casas vazias às quais os proprietários não fazem visitas constantes, muros altos e portões que restringem a visibilidade. Este é o cenário perfeito para que criminosos adentrem e façam as residências de esconderijo para drogas e objetos frutos de crimes. Na QR 425 de Samambaia, a prática tem sido constante e a Polícia Civil já identificou pelo menos três endereços invadidos. Quem mora ali relata medo e ausência de rondas ostensivas. A Polícia Militar alega que intensificará as patrulhas.
Eduardo Galvão, delegado-chefe da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte), explica que houve diversos flagrantes de casas que estavam sendo usadas como esconderijo. O de maior repercussão aconteceu na semana passada, quando três assaltantes roubaram uma joalheria na 213 Norte e usaram uma residência para esconder as joias. Os três envolvidos foram presos ainda na semana passada, após monitoramento das polícias Civil e Militar.
“Houve também o caso de uma escola daqui que foi roubada e os bandidos esconderam os mantimentos dentro de outra casa. São vários com a mesma característica: propriedade com muro alto e portão fechado, que não dá para ver o que tem dentro”, comenta Galvão.
Arrombamento
O titular da 26ª DP, no entanto, explica que não há uma única forma de agir dos criminosos. “A primeira maneira é a casa abandonada. Eles arrebentam o cadeado do proprietário e colocam outro. Depois, arrancam as placas de venda ou aluguel e lá guardam as mercadorias”, conta.
“O problema dessa forma, para eles, é que só podem esconder coisa grande, porque dinheiro, joia, droga, que são pequenos, um outro bandido pode entrar e pegar. Assim eles escondem principalmente carros”, completa.
A segunda maneira é pagar o próprio aluguel e dividir a casa com muitos criminosos, como foi o caso dos assaltantes da joalheria. No terceiro modo também há pagamento de aluguel, mas os criminosos colocam conhecidos dentro da casa, como “laranjas”.
Contratos informais favorecem criminosos e polícia faz alerta
Nos casos dos aluguéis, a informalidade nos contratos é um problema apontado pela polícia. “O homem que está morando em uma das casas não sabe de quem a alugou. Disse que paga para uma senhora, mas não sabe se ela é a proprietária. Então, muitas vezes o dono e o inquilino não se conhecem. São contratos feitos no boca a boca”, destaca o delegado Eduardo Galvão.
“Temos a limitação do domicílio. Uma casa abandonada pode ser ou não usada como esconderijo. Não sabemos de quem é e não podemos entrar sem autorização. Os criminosos se aproveitam disso”, reconhece. Por isso, o delegado recomenda que quem possuir imóvel na região faça visitas constantes.
“É bom ir e ver se está ocupado ou não. O ideal também é fazer contato com os vizinhos e pedir para olhar. Nesses casos dependemos muito das denúncias. Os bandidos mudam toda hora, não se fixam em um só lugar”, completa.
Moradores relatam medo
Quando a reportagem esteve na QR 425, o anonimato foi quase unânime. Somente o porteiro Luiz Germano, 44 anos, aceitou se identificar. Morador da quadra há 29 anos, ele conta que a região tem ficado cada vez mais perigosa. “Não podemos viajar, sair aos fins de semana, tem que estar sempre em casa. Senão eles entram”, reclama.
Para evitar roubos e furtos, ele tem se protegido. “Muro alto, portão alto e câmera. Não podemos vacilar. Tem que vigiar e dificultar ao máximo”.
Uma mulher de 64 anos, que não quis se identificar por medo, disse que frequentemente vê movimentações estranhas na quadra. “Eles são perigosos. Estão sempre andando, ficam nas esquinas. Temos de pagar uma segurança particular para vigiar nossas casas”, afirma.
“Polícia não passa aqui. Esses dias que estão vindo porque encontraram a casa desse assalto da joalheria, mas se não fosse isso não estariam aqui”, critica.
Um idoso de 70 anos também reclama da atuação das polícias. “Temos que contar com Deus. Ninguém nunca mexeu comigo, mas os bandidos estão nas ruas. Quando dizem que tem policiamento aqui é mentira. Antigamente, podíamos sentar na rua e conversar. Hoje não dá mais. Está perigoso”, lamenta.
Versão Oficial
Em nota, a Polícia Militar informou que viaturas são dispostas em pontos estratégicos na região. Além disso, alegou que há patrulhamentos em áreas de maior circulação ou com uma mancha criminal mais intensificada, como avenidas comerciais e quadras problemáticas. “Informamos que vamos intensificar ainda mais nosso policiamento nesta quadra”, garantiu. A corporação indicou ainda que apreendeu 54 armas de fogo e 563 pessoas em flagrante na região . Eles pedem que “ao perceber qualquer movimentação estranha ou presença de suspeitos”, a população ligue no 190.


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