Lula diz que faltam caráter e dignidade na política


Da prisão onde cumpre pena de 12 anos e um mês por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente Lula escreveu uma carta de apoio ao pré-candidato ao Senado Marcelo Neves, do PT do Distrito Federal. “É muito gratificante para o PT ter você como filiado e também por aceitar ser candidato a senador pelo PT”, registrou o petista que está desde 7 de abril na superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
O ex-presidente continuou: “O Brasil está precisando neste momento de pessoas como você, pois, caráter e dignidade não se compra. Ou temos ou não temos e você tem as duas coisas que mais faltam neste instante da política brasileira. Caráter e dignidade”.
A carta de Lula foi lida ontem à noite (25/07) na plenária de lançamento da pré-candidatura de Marcelo Neves, que é advogado e professor da Faculdade de direito da Universidade de Brasília (UnB). Para concorrer ao Senado, Neves precisa ainda ter o nome aprovado pelo encontro regional do PT, que ocorrerá no próximo sábado (28/07).
Além de Marcelo Neves, concorrem às duas vagas de candidato ao Senado o deputado distrital Wasny de Roure, que deve ter o nome confirmado, e Chico Machado, de uma corrente à esquerda no PT.
Lula entregou o texto manuscrito ao ex-ministro da Justiça do governo Lula, o subprocurador-geral da República aposentado Eugênio Aragão, que advoga para o ex-presidente. Marcelo Neves contou que ficou muito sensibilizado com as palavras de Lula. “Minha mulher disse que deveríamos colocar a carta num quadro”, conta.
Neves foi uma das vozes contrárias ao impeachment de Dilma Rousseff e da condenação e prisão de Lula. “Por emoção, quase não consegui escrever uma carta ao Lula quando ele chegou aos cem dias de prisão. Mas enviei”, relata. No texto, o professor da UnB disse que Lula teve a prisão decretada por quem deveria estar preso em seu lugar, numa referência ao juiz Sérgio Moro.
Lula foi condenado por Moro a nove anos e seis meses de prisão, com a pena ampliada pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, no caso do tríplex do Guarujá. A Justiça considerou que o ex-presidente Lula recebeu o imóvel como propina da empreiteira OAS.
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