Flagrantes por alcoolemia no trânsito aumentam no período de Copa

A cada dia de junho, uma média de 56 motoristas foi autuada por alcoolemia pelos órgãos de trânsito do Distrito Federal: Polícia Militar, Departamento de Trânsito (Detran) e Departamento de Estradas de Rodagem (DER). As ações aconteceram, principalmente, em dias de jogos da Seleção Brasileira na Copa da Rússia. A distância geográfica não diminuiu o consumo de bebida alcoólica. Pelo contrário. Nem mesmo quando a Copa foi aqui no Brasil os dados foram tão expressivos. Em comparação com junho de 2014, os números representam aumento de 68,9% nas infrações.
Em junho deste ano, ao todo, 1.701 condutores insistiram em combinar a bebida alcoólica com a direção dos veículos. Só no último final de semana – de sexta (29) a segunda-feira (2) – 109 motoristas foram flagrados alcoolizados. Quatro deles foram conduzidos a delegacias por apresentarem quantidade de álcool considerada crime – igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar. Em 2014, quando a Copa do Mundo foi sediada no País, foram 1.007 motoristas alcoolizados no período.
De acordo com o diretor-geral do Detran, Silvain Fonseca, os números são resultado de ações efetivas. “Ainda temos casos de pessoas que bebem e assumem a direção, apesar de muitos condutores terem mudado de comportamento – com o amigo da vez e o uso de transporte por aplicativo, pelo medo de ser preso, pelo valor da multa e até pelo risco de acidente. Mas conseguimos realizar diversas operações conjuntas de forma estratégica”, aponta.
Segundo o subcomandante do Comando de Policiamento de Trânsito do DF, tenente coronel Edvã Sousa, só a Polícia Militar notificou 1.336 condutores por alcoolemia de 13 de junho a 1º de julho. “Há um estímulo do consumo de bebida alcoólica nos dias de jogos, porque as pessoas confraternizam dessa forma. Porém, aumentamos as fiscalizações para garantir menos acidentes e mortes”, aponta.
Fiscalizações são diárias
Segundo o diretor-geral do Detran, embora as estratégias não possam ser reveladas, a intenção é continuar com ações durante todo o ano combinando educação, fiscalização e engenharia. “Não temos horário para atuar nem dias da semana. Através das estatísticas de trânsito, com apoio da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros, mapeamos horários, locais e vias que têm maior probabilidade de acidentes”, conta Silvain Fonseca.
“Também acompanhamos nas redes sociais e em outros meios os locais que têm grandes concentrações de álcool. As estratégias são mudadas de acordo com cada momento. As fiscalizações acontecem independentemente de horário e local. Até mesmo antes dos jogos”, completa Fonseca.
Edvã Sousa, por sua vez, argumenta que a Polícia Militar não busca esconder as ações. “Não é escondido. A população tem que saber que estaremos nas ruas fiscalizando”, ressalta. “Pelo fato de estarmos na parte urbana e rodoviária, atuamos de todas as formas. Buscamos as vias onde há mais concentração de bares e conforme vamos recebendo informações de consumo de álcool”, completa. O tenente-coronel frisa: “As fiscalizações vão acontecer. E muito”.
Transportes por aplicativo lucram
Os torcedores que optam por beber durante o jogo têm aumentado a demanda dos motoristas de transporte por aplicativo. “No término dos jogos nosso fluxo está maior, principalmente nos que acontecem na parte da tarde. O fluxo começa às 17h, horário que termina o jogo, em média, e segue até o horário de pico que é 18h, 18h30”, afirma o presidente da Associação dos Motoristas Prestadores de Serviços de Transporte de Passageiros por Aplicativos (Amstip-DF), Bismark Konrad.
O Jornal de Brasília apurou ainda que motoristas fazem plantões nas blitze, visando a clientela flagrada pelo bafômetro. Bismarck nega. “A demanda vem pelo aplicativo e, por mais que esteja muito perto, ele não manda exatamente o motorista que está a cem metros de distância, por exemplo. Eles costumam selecionar um pouco mais longe para evitar essas práticas”, justifica.
Segundo o subcomandante de policiamento da Polícia Militar, a corporação coíbe essa práticas. “Até porque nos pontos em que ficamos não há locais que sirvam de estacionamento para os motoristas aguardarem”, argumenta Sousa. Já o diretor-geral do Detran recomenda que aqueles que forem pegos alcoolizados só entreguem a direção para conhecidos. “Tem que ser alguém de confiança, porque quem pega um carro nas blitze assume uma responsabilidade até criminal”, alerta Fonseca.
Saiba Mais
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), dirigir após o consumo de álcool é infração gravíssima, com multa no valor de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por um ano. Caso ocorra a reincidência da infração no período de até 12 meses, a multa é em dobro, ou seja, R$ 5.869,40. A recusa em realizar o teste do etilômetro também é considerada infração com as mesmas penalidades.
FONTE: JORNAL DE BRASILIA
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