Família se emociona e pede justiça em missa de sétimo dia de Jéssyca


Parentes e amigos de Jéssyca Laynara da Silva Souza, 25 anos, se reuniram na noite desta quinta-feira (10/5) para acompanhar a missa de sétimo dia da jovem, na Paróquia Bom Jesus, no Setor O de Ceilândia, onde a maior parte da família mora. Jéssyca foi morta após ser atingida por três tiros, disparados pelo soldado da Polícia Militar, Ronan Menezes, ex-namorado da vítima.

Comandada pelo padre Giovanni Vicari, o ponto mais emocionante da cerimônia foi a leitura de uma carta escrita por Regiane Silva, tia de Jéssyca, para a sobrinha. “O sonho de ser uma bombeira e de ajudar outras pessoas não morreu aqui. Ele te escolheu para continuar sua missão ao lado dele. O seu brilho nos guiará eternamente. Mais uma vez obrigada por ter sido nosso maior orgulho”, emocionou-se.

Outra tia de Jéssyca, Djasmin Silva, cantou um hino de louvor que a jovem sempre pedia a ela. “Às vezes, ela me ligava ou pedia para eu mandar um áudio cantando. Ela gostava muito dessa música. Eu creio que, através de mim, o Espírito Santo consolou a Jéssyca, porque a letra fala isso: ‘Vem orar por mim, eu estou clamando, eu estou pedindo’. Só Deus sabia o que ela estava passando, porque ela não contou para a família que estava sendo coagida, ela estava sofrendo um terror psicológico, e sofreu calada. Hoje ela está nos braços do Pai, mas a família ficou e nós vamos bradar por justiça”, enfatiza.
Na saída da missa, o mãe da jovem, Adriana Silva, afirmou que sempre ouviu elogios à filha. “Não é porque eu sou mãe, mas sempre que alguém fala da minha filha é de como ela era companheira, amiga, compreensiva e da capacidade dela de demonstrar isso”, contou.
Em intenção aos enfermos, a missa também foi dedicada ao professor de academia Pedro Henrique Torres, vítima do soldado Ronan. Após passar por cirurgias para retirar os projéteis, Pedro recebeu alta da UTI e se recupera dos ferimentos em casa.
FONTE: METROPOLES
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