E se você se deparasse com um paciente tomando banho nu em corredor do hospital ao se dirigir à pediatria?


Nesta terça-feira (15/Mai), Política Distrital (PD) recebeu denúncias que reafirmam, a situação caótica que o governador do DF, Rodrigo Rollemberg  (PSB) pretende expor as crianças que precisam atendimento do Gama, Santa Maria e entorno. Sem condições apropriadas, um senhor de idade, não identificado, se higieniza, nu, no corredor que dá acesso à pediatria do Hospital Regional de Santa Maria, unidade que absorveu a demanda do Hospital Regional do Gama (HRG) após oficialização de fechamento pelo secretário de Estado de Saúde do DF (SES-DF), Humberto Fonseca.
As imagens foram repassadas por um conselheiro do Conselho Regional de Saúde do Gama (CRSG), contrário ao fechamento da pediatria do HRG. Postadas em um grupo Sob sigilo de identidade, o denunciante explicou que a cena, já denunciada por PD na última semana é comum no HRSM.
“Essa prática infelizmente é recorrente. Lá [no corredor do HRSM] os pacientes jogados nos corredores recebem assepsia, tomam banho, as roupas e fraldas são trocadas, eles [os pacientes] são examinados sem privacidade para os pacientes e agora também para as crianças. E volto a frisar, que além do risco de traumas psicológicos, essas crianças estão em baixa imunidade e podem contrair doenças graves dos adultos internados nos corredores do Pronto Socorro que dão acesso a pediatria. Está na hora dos procuradores da PROSUS, da polícia, dos conselhos tutelares, dos conselhos de medicina, enfermagem de todos virem olhar o que esse governo está fazendo. Volto a dizer, eles [Rollemberg e Humberto Lucena] estão matando nossas crianças.”, disse.
Contraste
PD conversou com uma advogada, que sob sigilo de identidade, trouxe a tona o constraste da gestão de Rollemberg. “Na última semana a Secretaria de Educação foi categórica ao afirmar que gestores da Educação cometeram erro, ao permitir que em uma encenação teatral, um dos personagens expusessem um pênis, ‘tamanho família’, durante uma aula de educação sexual. No entanto, Rollemberg e Humberto Lucena, além de promoverem homicídios de crianças no HRG, se mostram totalmente insensíveis tanto a exposição das crianças a doenças, como também a cenas desumada que esse governo submente, além dos adultos, as próprias crianças.”, disse.
Centro Obstétrico
Mas, o problema vai além. No Centro Obstétrico do HRSM, enquanto um homem, não identificado, entrevistava usuários do Sistema Único de Saúde do DF (SUS-DF), próximos a policiais militares,  em frente ao centro obstétrico, uma cena chamou atenção e interrompeu a entrevista. Uma servidora passou com uma maca com um corpo de paciente que veio a óbito, junto as várias pessoas que aguardavam atendimento na unidade.
Enquanto isso…
Membros do Conselho de Saúde do DF, que na última semana, após a repercussão do caso vieram a público falar em reversão do fechamento do Pronto Atendimento Infantil (PAI) e da Pediatria do HRG agendaram uma reunião ordinária, para as 9 horas, do dia 16 de maio, para discutir o tema.
Porém, alguns conselheiros alertam que, “entre as pautas dos conselheiros que deveriam estar preocupados em resolver o problema que criaram, está a tentativa de criar atos sigilosos e proibir que se leve a público decisões e documentos pautados pelo Conselho.”, disse ao observar que “eles querem garantir que vão poder continuar a ajudar o governo a matar nossas crianças, mas sem serem acusados de cumplicidade, em decorrência das decisões equivocadas dos gestores, que eles endossam.”, disparou.
O que siz a SES-DF
Questionada sobre o assunto, até o momento da publicação da matéria a pasta não se pronunciou sobre o caso.
Opinião PD
A julgar que tanto Rollemberg quanto Humberto Lucena admitiram, publicamente, a falta de capacidade de gerir a Saúde do DF, seja com o episódio do Hospital da Criança de Brasília José de Alencar (HCB) ou durante a prestação de contas do gestor da Saúde na CLDF, em que o secretário afirmou estar certo da incapacidade de gerir a saúde por meio da administração direta.
Talvez seja a hora de a sociedade se unir, independente do processo eletivo, levantar a ‘bunda do sofá’ e sair do Whatsapp, para cobrar das autoridades, em especial do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), Tribunal de Contas do DF (TCDF), dos Conselhos Tutelares, de Medicina, de Enfermagem, a OAB-DF, a exemplo da sugestão dos conselheiros, uma ação efetiva para que o SUS, seja entregue à população do DF, com o mínimo de qualidade.
Certamente, a população acomodada se ampara nas eleições de 2018, para chutar o traseiro do ocupante do Palácio do Buriti e, seus asseclas. Porém, até que ocorra a troca do governador, no mínimo serão sete meses de continuidade do caos e de mortes evitáveis na saúde pública do DF e, todos estão suscetíveis, independente de quem tem plano de saúde.
fonte Política Distrital

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