Dias antes de ser morta, Jessyka compartilhou fotos de marcas de agressões

Poucos dias antes de ser assassinada a tiros pelo ex-namorado, o policial militar Ronan Menezes do Rego, Jéssyka Laynara da Silva Souza, de 25 anos, compartilhou com uma amiga fotos das marcas das agressões sofrida pelo PM.

Em áudio, a jovem relatou que Ronan a procurava sempre. “Todos os dias ele fala comigo, me pressionando, dizendo que quer voltar. Ele sabia que ontem era dia de ir para a igreja, então ele foi até a casa da minha avó e disse que iria me acompanhar. Não pude falar nada, pois a minha avó não sabe, a minha família não sabe”.
Jessyka revelou que não conseguia tratá-lo mal. “Acho que eu tenho um coração muito bom, pois não consigo nem sentir raiva dele. Eu não consigo sentir nada, amiga”, desabafou.
A jovem contou também que não pretendia denunciá-lo. “O pai dele falou que eu sou muito omissa, mas eu falei que não quero denunciar, não quero ir na delegacia e não quero ir no hospital, porque eles vão saber o que aconteceu. Eu não quero prejudicá-lo”, ponderou.
Ao longos dos, pouco mais de 3 minutos de áudio, Jessyka disse que tinha medo de ficar sozinha com o ex-namorado. “Não tenho coragem de ficar sozinha com ele nunca mais. A única coisa que eu conseguia fazer domingo era agradecer por estar viva. Ele ainda disparou um tiro. Eu fechei o olho e pensei: ‘agora eu vou morrer. É muito amedrontante a situação. Muito amedrontante”, relembrou.
Ela ainda ponderou e disse que não conseguiria mais reatar o relacionamento. “Não tem mais salvação. Mesmo ele falando que agiu de cabeça quente, eu não iria conseguir perdoá-lo. Ele falava que ia dormir e saía de casa e pegar e fazer isso comigo?! Acho muito injusto.”
Jessyka ainda revelou ter sentido muita dor. “Eu não conseguia nem andar domingo. Eu estava sentindo tantar dor no estômago, levei tanto murro, chutes na perna. Minhas pernas estão todas verdes. Minhas pernas, minha costela, minhas costas. Eu estou toda verde, toda manchada. Eu não conseguia nem mastigar de tanta dor que sentia na mandibula”, revelou.
“Em momento algum eu levantei a mão para ele, a única coisa que eu fazia era tentar segurar a mão dele. Eu não tentei revidar em nenhum momento, pois eu sabia que poderia piorar a situação”, concluiu.
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