Inmet prevê temporais até a metade do mês de abril


O guarda-chuva passou a ser o acessório indispensável no dia a dia dos brasilienses. A semana começou, e promete continuar, com fortes chuvas, engarrafamento, alagamentos e picos de queda de energia. Não se iluda: as precipitações não são passageiras. Pelo menos é o que garante o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).  De acordo com os meteorologistas, a capital federal está na rota dos temporais até o fim da primeira quinzena deste mês.

Somente nos quatro primeiros dias de abril choveu o equivalente à metade do previsto para todo o mês, que é de 133 milímetros, de acordo com o Inmet. Já choveu 67,4 milímetros, sendo 48,2 milímetros apenas na terça, quando o temporal que caiu sobre a cidade provocou alagamentos que deixaram motoristas ilhados em várias regiões do DF.

Com tanta chuva, a umidade do ar tem variado entre 50% e 95%, e a temperatura de 18º a 29ºC.  A previsão é de que essas médias se mantenham ate sexta-feira, destacam os dados do Inmet.


Transtornos

Em tempo de crise hídrica, a chuva costuma ser bem-vinda pela população, mas, ao mesmo tempo, preocupa pelos transtornos que temporais e enxurradas costumam causar. É o caso do recepcionista Janiel Rodrigues, 28 anos, morador de Águas Claras. Ele trabalha no Plano Piloto e enfrenta os impactos da chuva, principalmente no percurso de ida para o trabalho. Ele, que é usuário do metrô, chegou atrasado ao emprego. “O fluxo de pessoas aumenta, o metrô fica lotado, abafado e é mais lento quando chove. O pior é que, ao chegar ao meu destino, não tenho para onde ir, porque está tudo alagado”, lamenta.

Situação semelhante vive o morador da Estrutural Francisco Daniel Dorotelo, 29. O percurso do seu local de trabalho, no Lago Sul, até sua casa aumentou em aproximadamente uma hora. “O trânsito fica mais lento e desorganizado, além dos acidentes que ocorrem. Não tem jeito. Quando alaga, o bicho pega. Ainda mais porque ando de moto, não tem para onde correr. Tenho que procurar um caminho mais longo ou enfrentar o aguaceiro”, lastima.

FONTE: CORREIO BRAZILIENSE
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