Saiba como são as fraudes no cartão de crédito e fuja das armadilhas


O cartão de crédito é uma das principais modalidades de pagamento usadas pelos consumidores em todo o mundo e, no Brasil, já são quase 52 milhões de usuários, como mostra uma pesquisa realizada pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito).
Segundo levantamento da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), os brasileiros realizaram R$ 1,36 trilhão em compras com cartões em 2017, um crescimento de 12,6% em relação a 2016.

O número é expressivo e também chama a atenção dos golpistas. Com o uso de chips e o desbloqueio por meio de senhas, a clonagem do cartão praticamente desapareceu, como avalia o vice-presidente de risco da Visa do Brasil, Edson Ortega. "A tarja magnética realmente não era um meio seguro e, de fato, o chip impede a clonagem. Para eliminar a fraude tivemos de envolver todas as etapas da operação, adaptar os terminais, os caixas eletrônicos e, por fim, substituir os cartões dos clientes. Hoje, 95% têm chip." 

Mesmo que numa proporção menor, os golpes persistem. Atualmente, a maioria das fraudes ocorre no mundo virtual, quando o consumidor usa seus dados para efetuar compras na internet. Lojas virtuais que não seguem protocolos de segurança se tornam alvos fáceis dos criminosos cibernéticos. Com os dados em mãos, os golpistas realizam pequenas compras para testar o cartão, a validade e o limite, para depois efetuarem compras de valores maiores.

Para evitar problemas, as operadoras avaliam o perfil de compras do consumidor, quando é detectado um comportamento fora do padrão, o cliente é acionado para confirmar a compra ou o cartão é bloqueado. "As operadoras de cartão de crédito também embaralham os números do cartão e tiram a validade dos dados." Mandar SMS avisando a compra é um meio de alertar o consumidor, caso não reconheça a compra, pode bloquear imediatamente. Nas compras efetuadas via smartphones, a autenticação por meio de digital ou via reconhecimento facial tornam a transação mais segura.

Mas nada disso funciona se o consumidor não fizer a lição de casa. Alguns cuidados básicos devem ser levados em conta no momento da compra, como observa Ortega. "O cliente é o escudeiro nesse processo, o primeiro ponto: jamais baixar arquivos com fotos, cobranças ou arquivos que possam conter vírus, que coletam dados e senhas do usuário e são usados nesses golpes".

Ortega também destaca que as operadoras não mandam motoboy para retirar cartão na casa ou no trabalho de seus clientes. "Os cartões são enviados pelo correio e vão bloqueados." 

Uma dica aparentemente banal, mas importante: memorize sua senha. "Não guarde os números em computador, anote em um local onde só você tenha acesso. Copie números a mais, ninguém poderá identificar que aquilo é uma senha. E sempre confira a fatura, veja se os valores das compras estão corretos e se foram realizadas por você".

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