2018, o ano da renovação política em Samambaia? Provavelmente não


“Somos uma amostra da nova geração que está insatisfeita com a política. Mas a gente não quer só reclamar. Queremos tentar transformar essa indignação em ação política”, afirma a empregada doméstica Lucia Maria.

Apesar desse descompasso, as condições que sempre pautaram a corrida eleitoral e, de certa forma, favoreceram a perpetuação dos mesmos nomes e grupos no poder seguem válidas em 2018 – com o potencial de constranger parte dessa onda pelo novo, principalmente para os postos no Legislativo. “A indignação das pessoas não basta para viabilizar um projeto político”,

Se a renovação acontecer, deve ser provocada pelas redes sociais, afirma o cientista político Sérgio Abranches, autor do livro “A era do imprevisto” (Companhia das Letras, 2017) e criador do conceito de presidencialismo de coalizão. Para ele, o inesperado “virá por quem se apresentar como novo, que seja visto como novo, que ganhe confiança, que se espalhe pelas redes e consiga quebrar o bloqueio oligárquico que faz com que a televisão seja dominada pelos grupos dominantes”.

O cientista político Humberto Laudares, outro fundador do Agora!, completa: “Para terem um papel de liderança, esses movimentos precisam de uma mudança inovadora prática. Se não tiverem a consciência desse desafio, a renovação pode se dar por nome, por idade e por RG, mas isso não muda nada na prática”.


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