Mãe de bebê sequestrada em Samambaia diz esperar que acusada seja punida

Depois de quase ter a filha recém-nascida levada, sem autorização, para o Maranhão por uma vizinha, a operadora de caixa Alessandra Ferreira de Jesus, 34 anos, se sente aliviada. “O sentimento agora é de alívio. Não desgrudo mais da minha filha por nada”, assegura a mãe, que ficou quatro horas à procura da menina.
A caçula de Alessandra, de apenas um mês de idade, foi sequestrada por uma vizinha na manhã desta terça-feira (7/2), em Samambaia, mas foi presa pouco depois. A acusada, Francisca Ribeiro, 32, foi flagrada em um terminal de ônibus clandestino localizado em Taguatinga pela própria mãe da criança. Ela tentava seguir com a recém-nascida para a terra natal.
A ideia, segundo Francisca, era sensibilizar o ex-marido afirmando que a filha era do casal e, assim, reatar o relacionamento. Inclusive, ela tinha várias fotos da menina em seu celular, que encaminhava para o ex-companheiro.
Alessandra diz que a vizinha chegou do Maranhão havia 15 dias e estava hospedada na casa da irmã, que mora ao lado de sua casa, em Samambaia. A operadora de caixa saiu por volta das 8h de terça (7) para registrar a filha e deixou a bebê com Francisca. “Ela era irmã de uma vizinha, pensei que fosse de confiança”, disse.
Ao chegar em casa, Alessandra notou que a janela do imóvel estava aberta. Perto da cama, onde teria visto a criança deitada, constatou que não era o bebê e sim um rolo feito com cobertor, simulando ser uma criança.
Como Francisca já havia comentado da intenção de voltar para o Maranhão, Alessandra começou uma peregrinação em busca das duas. Passou por diversos pontos de ônibus. Até que conseguiu localizar Francisca e sua filha, prestes a embarcarem em um ônibus irregular estacionado próximo ao Supermercado Comper de Taguatinga.
Alessandra retirou a criança dos braços da vizinha e seguiram para a 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia). A suspeita estava com uma mala onde havia roupas da criança e objetos pessoais. Em depoimento, Francisca Ribeiro alegou que era acostumada a cuidar e ficar com a criança. Em razão do convívio com ela, acabou criando um laço de afetividade, motivo pelo qual havia pedido a bebê para Alessandra.
Francisca foi presa e vai responder por subtração de incapaz, crime inafiançável e que pode render até seis anos de cadeia. “Espero agora que ela seja punida e fique presa para pagar pelo crime que cometeu”, disse Alessandra.
FONTE:
METROPOLES


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