Após ataques a micro-ônibus em Samambaia, Cootarde cobra providências do GDF

Representantes da Cooperativa de Transportes do Distrito Federal (Cootarde) cobraram da secretária da Segurança Pública e da Paz Social do DF, Márcia de Alencar, providências sobre o incêndio de 11 micro-ônibus da empresa na madrugada de sábado (3/2). Na reunião desta segunda-feira (6/2), ainda foi pedido reforço para proteger os funcionários que não participam do movimento grevista. A secretária prometeu intensificar as investigações para identificar os responsáveis pelos atos de vandalismo.

Em meio aos problemas da Cootarde — que envolvem o incêndio de veículos, troca de agressões entre funcionários e sindicalistas e a greve de parte da categoria —, também estão dois sindicatos que disputam a representatividade dos trabalhadores da empresa. De acordo com o diretor institucional da Cootarde, Davino Alves Cavalcante, a entidade oficial, reconhecida pelo Ministério do Trabalho, é o Sindicato dos Trabalhadores Celetistas em Cooperativas (Sintracoop-DF).
O presidente do órgão, Waldir Ferreira, negou que o Sintracoop-DF tenha qualquer envolvimento com a queima de ônibus e atos de agressão contra trabalhadores que optaram por não aderir a greve. Ele ainda atribuiu o movimento grevista ao Sindicato dos Rodoviários do DF (Sittrater), e definiu a paralisação como “ilegítima”, já que foi feita sem que houvesse atraso no pagamento de salários ou uma pauta de reivindicações estabelecida.
VandalismoSegundo Ferreira, “o pagamento seria feito em 10 de janeiro. Antes disso, no dia 4, eles iniciaram o movimento grevista”. “Repudiamos toda e qualquer atitude de agressão e vandalismo. Queremos sentar civilizadamente com a Cootarde para definir a situação”, finalizou.
Já o presidente do Sittrater, Jorge Farias, afirmou à reportagem que o órgão é “o legítimo representante da categoria no Distrito Federal. Caso eles não concordem com isso, que entrem na Justiça”.
Farias negou envolvimento de membros do Sittrater na queima dos ônibus da Cootarde ou agressão contra funcionários que não participam da greve. Ainda segundo o sindicalista, o movimento é legítimo, pois “o pagamento dos salários deveria ter sido feito em 5 de janeiro. Demos início à greve no dia 9”, disse.
A 27ª DP (Recanto das Emas) investiga o caso dos ônibus incendiados e diz que a perícia dos veículos já foi realizada.
FONTE: METROPOLES

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