A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 32ª Delegacia de Polícia (Samambaia), investiga o feminicídio de Jussiara Ferreira dos Santos, de 42 anos, ocorrido na madrugada de 29 de agosto, em uma residência onde ela morava, em Samambaia.
Segundo a investigação, entre 4h37 e 5h, os envolvidos agrediram Jussiara com golpes de arma branca. Mesmo ferida, a vítima conseguiu chegar à casa de uma irmã, que acionou o socorro. Em seguida, o Corpo de Bombeiros prestou atendimento e levou Jussiara ao Hospital Regional de Taguatinga. No entanto, apesar dos cuidados médicos, ela não resistiu aos ferimentos e morreu em 31 de agosto.
Crime teria relação com exigência de drogas
Conforme as apurações, os investigadores apontam que o crime teria começado depois que a vítima se recusou a comprar drogas, conforme exigência dos envolvidos. Um dos investigados, João Alberto Mesquita da Silva, de 44 anos, ex-companheiro da vítima, teria desferido o golpe que provocou a morte. Além disso, a relação entre os dois já apresentava histórico de violência doméstica. Ainda segundo a PCDF, Gisele Moreira da Silva, de 42 anos, teria segurado Jussiara durante a agressão, permitindo que João Alberto realizasse o ataque.
Suspeito também teria ameaçado testemunha
João Alberto foi preso em flagrante no local do crime. Entretanto, as investigações apontam que ele voltou a ameaçar pessoas ligadas ao caso. No dia seguinte ao feminicídio, segundo a polícia, o homem abordou uma parente da vítima, que também atua como testemunha, e a ameaçou de morte. Durante as diligências, os policiais apreenderam facas nas residências dos dois investigados, além do celular de João Alberto. Agora, a polícia aguarda perícias complementares para avançar na investigação. Entre os procedimentos pendentes estão o exame necroscópico e a extração dos dados armazenados no aparelho celular apreendido.
Justiça mantém suspeito preso
Após representação da autoridade policial, a Justiça converteu a prisão em flagrante de João Alberto em prisão preventiva. Além disso, o Judiciário decretou a prisão temporária de Gisele Moreira da Silva, que ainda não foi localizada e permanece foragida. A PCDF continua as investigações para esclarecer todas as circunstâncias do feminicídio e reunir os elementos necessários para a conclusão do inquérito.
*Com informações da PCDF.

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