O mercado imobiliário do Distrito Federal segue aquecido e apresentou valorização nos preços pedidos para venda de imóveis residenciais no primeiro semestre de 2026. Levantamento da Loft, empresa de tecnologia e serviços financeiros para imobiliárias, revela que bairros tradicionais e regiões em expansão registraram aumentos expressivos na comparação com o mesmo período de 2025, com destaque para o Sudoeste, que liderou o ranking de valorização com alta de 49%.
O estudo analisou mais de 10 mil anúncios publicados nas principais plataformas digitais de imóveis e considerou 31 regiões administrativas do Distrito Federal que possuíam pelo menos 50 anúncios ativos durante o período analisado. Segundo a pesquisa, o Sudoeste apresentou a maior valorização do Distrito Federal. O preço médio dos imóveis anunciados passou de aproximadamente R$ 1 milhão para R$ 1,4 milhão em apenas um ano. Logo atrás aparece o Park Way, com crescimento de 47,5%, alcançando preço médio de R$ 3 milhões. O Núcleo Bandeirantes completa o pódio, com avanço de 36,3% e valor médio de R$ 597 mil.
O levantamento mostra que a valorização não ficou restrita às áreas mais nobres da capital. Regiões tradicionalmente procuradas por famílias em busca de melhor custo-benefício também registraram forte crescimento. Vicente Pires, Jardim Botânico e Samambaia Norte tiveram altas superiores a 25%, enquanto Lago Sul, Águas Claras Sul, Ceilândia Norte e Águas Claras Norte figuram entre as dez localidades com maior valorização no período.
Valorização diversificada é mostra de força
Para o gerente de dados da Loft, Fábio Takahashi, os resultados demonstram a diversidade do mercado imobiliário brasiliense. Segundo ele, o Distrito Federal reúne características bastante distintas, com setores de alto padrão mantendo forte valorização ao mesmo tempo em que regiões populares continuam sendo impulsionadas pela elevada demanda de compradores que procuram imóveis com preços mais acessíveis fora do Plano Piloto.
“O Distrito Federal apresenta um mercado com alta heterogeneidade: enquanto setores considerados nobres como Sudoeste e Park Way valorizam com força, regiões populares como Samambaia e Águas Claras também registram altas, impulsionadas pela demanda de famílias que buscam custo-benefício fora do Plano Piloto”, afirma Takahashi.
Apesar da tendência de alta observada na maior parte das regiões, o levantamento também identificou quedas nos preços médios anunciados. Ponte Alta Norte apresentou o maior recuo, de 24,9%, com tíquete médio de R$ 855 mil. Em seguida aparecem Recanto das Emas, com queda de 12,4%, e o Setor Sul do Plano Piloto, onde os preços recuaram 10,4%. Entre os bairros tradicionalmente valorizados, o Noroeste registrou acomodação de preços, com retração de 7%, enquanto o Lago Norte teve redução de 2,8%.
Segundo Takahashi, esses movimentos podem representar uma estabilização após ciclos anteriores de valorização acelerada. “Algumas regiões consolidadas do Plano Piloto, como o Setor Sul e o Noroeste, registraram acomodação de preços após valorizações intensas em ciclos anteriores. No caso de Ponte Alta Norte, o movimento pode refletir uma correção pontual em uma região de tíquete médio elevado para o perfil do Gama”, explica.
O levantamento também identificou as regiões com maior oferta de imóveis à venda. Samambaia Sul lidera em número de anúncios, com 580 imóveis disponíveis, seguida por Águas Claras Norte, com 571, e Samambaia Norte, com 553. Taguatinga Norte aparece com 477 anúncios, enquanto Águas Claras Sul soma 463 ofertas. No Plano Piloto, Asa Norte e Asa Sul continuam concentrando grande volume de imóveis disponíveis para venda. A Asa Norte registrou 442 anúncios ativos, enquanto a Asa Sul contabilizou 283, ambas mantendo preços médios superiores a R$ 1,2 milhão.
A pesquisa foi elaborada a partir de anúncios residenciais publicados entre janeiro e junho de 2025 e de 2026 nas principais plataformas imobiliárias digitais. Os dados passaram por tratamento para eliminar duplicidades e inconsistências, permitindo uma comparação mais precisa da evolução dos preços no mercado imobiliário do Distrito Federal.

0 comentários:
Postar um comentário