A prisão de um advogado na porta da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte) trouxe à tona informações sobre a situação jurídica de Cláudio Martins Lourenço. Ele foi detido na terça-feira (3/3), após, segundo a PCDF, descumprir ordem para sair do interior da unidade por medidas de segurança. Posteriormente, vieram a público denúncias e investigações nas quais aparece como suspeito de crimes graves, como estupros, ameaças e violência doméstica.
Cláudio compareceu à delegacia para atender um cliente, na noite de terça. Testemunhas policiais prestaram depoimento sobre o episódio. Segundo os agentes, o delegado plantonista determinou a saída temporária das pessoas do recinto da delegacia por questões de segurança, pois havia um preso alterado, desferindo chutes contra objetos no interior da unidade. Por isso, o delegado informou que seria necessário o uso de gás de pimenta para conter o preso, sendo a evacuação uma medida preventiva, informaram os policiais. Narram ainda que o advogado se recusou a sair e desferiu xingamentos aos profissionais.
O outro lado
Um dia depois, o presidente da Seccional, Paulo Maurício Siqueira, Poli, e o diretor de Prerrogativas Newton Rubens reuniram-se com o governador Ibaneis Rocha e outras autoridades para requerer medidas urgentes, como o afastamento cautelar dos policiais envolvidos, a apuração rigorosa dos fatos, a preservação das provas, a identificação dos agentes e a comunicação oficial sobre as ações tomadas. Ibaneis determinou a apuração do caso.
Em nota oficial, a OAB/DF afirmou que a Ordem atuou na perspectiva da defesa das prerrogativas da advocacia e da apuração de condutas que podem configurar abuso de autoridade por parte de agentes da Polícia Civil, com comunicações às autoridades competentes. “A OAB/DF reafirma que prerrogativas não constituem privilégio pessoal, mas garantias do direito de defesa e do Estado Democrático de Direito, razão pela qual a Ordem se manifesta sempre que houver indícios de violação, independentemente de quem seja o profissional envolvido.”
Denúncias
A OAB também se manifestou sobre as denúncias das quais Cláudio figura como autor. O nome de Cláudio aparece como investigado em 14 inquéritos policiais e nove Termos Circunstanciados. Dois dos procedimentos resultaram em decisões condenatórias. As ocorrências são de 2002 a 2025. Nove são estupros.
O Correio obteve acesso aos detalhes das dinâmicas de alguns dos crimes. A primeira denúncia ocorreu em fevereiro de 2001, quando Cláudio foi denunciado por uma garota de programa por estupro. À época, ele era soldado da PM.
Em 2002, outra denúncia. Uma mulher relatou que estava em um ponto de ônibus na Vila Planalto, quando o autor parou o carro, apontou uma arma à ela e ordenou que entrasse no veículo. Conforme consta nos autos, o acusado dirigiu para uma área mais afastada, mandou que ela tirasse a roupa e a estuprou.
No decorrer de 2025, novos registros policiais foram formalizados contra o advogado por agressão a mulheres. No mesmo ano ele foi preso novamente por descumprimento de medidas protetivas. A OAB esclareceu que, quanto às denúncias em relação ao advogado, “no momento de sua inscrição na OAB, foram apresentadas certidões de nada consta do Poder Judiciário, bem como declaração de não ter nada que o desabonasse anteriormente.” Afirmou que, diante das novas informações, os órgãos competentes da OAB/DF serão acionados e “às partes será garantido o direito ao contraditório e ampla defesa”.
Denúncias
A OAB também se manifestou sobre as denúncias das quais Cláudio figura como autor. O nome de Cláudio aparece como investigado em 14 inquéritos policiais e nove Termos Circunstanciados. Dois dos procedimentos resultaram em decisões condenatórias. As ocorrências são de 2002 a 2025. Nove são estupros.
O Correio obteve acesso aos detalhes das dinâmicas de alguns dos crimes. A primeira denúncia ocorreu em fevereiro de 2001, quando Cláudio foi denunciado por uma garota de programa por estupro. À época, ele era soldado da PM.
Em 2002, outra denúncia. Uma mulher relatou que estava em um ponto de ônibus na Vila Planalto, quando o autor parou o carro, apontou uma arma à ela e ordenou que entrasse no veículo. Conforme consta nos autos, o acusado dirigiu para uma área mais afastada, mandou que ela tirasse a roupa e a estuprou.
No decorrer de 2025, novos registros policiais foram formalizados contra o advogado por agressão a mulheres. No mesmo ano ele foi preso novamente por descumprimento de medidas protetivas. A OAB esclareceu que, quanto às denúncias em relação ao advogado, “no momento de sua inscrição na OAB, foram apresentadas certidões de nada consta do Poder Judiciário, bem como declaração de não ter nada que o desabonasse anteriormente.” Afirmou que, diante das novas informações, os órgãos competentes da OAB/DF serão acionados e “às partes será garantido o direito ao contraditório e ampla defesa”.

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