Cerca de 57 toneladas de animais m0rtos foram parar no aterro sanitário do Distrito Federal entre janeiro e novembro de 2025, segundo o Serviço de Limpeza Urbano (SLU).
O descarte do corpo de animais m0rtos no lixo não é o procedimento correto, mas o número evidencia a dimensão do problema da destinação de corpos de animais na capital federal, onde não há cemitério público e as opções disponíveis se concentram em serviços privados.Atualmente, o SLU é responsável pelo recolhimento de animais de pequeno porte encontrados mortos em vias públicas. Após a coleta, os corpos são encaminhados ao Aterro Sanitário de Brasília, localizado em Samambaia.
No caso de animais de grande porte, como cavalos, o cidadão deve acionar a central de atendimento pelo telefone 162 e informar a localização exata para que a remoção seja feita.
A advogada e protetora animal Ana Paula Vasconcelos explicou ao Metrópoles que, em Brasília, não há nenhum serviço público que ofereça esse tipo de encaminhamento.
Em nota, a assessoria de comunicação do Governo do Distrito Federal (GDF) informou que “A política de proteção animal está em constante desenvolvimento e, até o momento, essa demanda específica não foi objeto de estudo, considerando que outras ações prioritárias estão em fase de implementação”.
A médica veterinária Karolina Vitorino ressalta que a destinação correta do corpo dos animais deve, sempre que possível, ser feita por meio de crematórios e cemitérios licenciados. No entanto, no Distrito Federal, esse processo pode ser mais complexo, já que os cemitérios para animais ficam no Entorno.
Por Metrópoles

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