‘A saúde tem que vir na frente’, diz Ibaneis




Nesta segunda-feira (1º), o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), se reuniu com lideranças do setor produtivo da capital para prestar esclarecimentos sobre as medidas restritivas adotadas para a contenção da Covid-19 na cidade.

Por meio do Twitter, Ibaneis disse que a taxa de transmissibilidade do vírus está muito alta e este foi o principal motivo para o decreto do fechamento. “É preciso reduzir a circulação de pessoas na cidade ou não vamos sair da crise”, escreveu o governador.

“O que eu não quero que aconteça no DF é ver fila de ambulância na porta de hospitais sem que haja vagas para tratar os doentes. Isso eu vi em outros estados e outros países. É preciso cuidar da nossa economia, mas a saúde tem que vir na frente”, completou.

Sobre os empresários, Ibaneis Rocha afirmou que nenhum setor da economia é culpado pela disseminação do vírus. “Há mais contaminação em alguns deles, é certo, mas não se pode culpar ninguém. Mas é preciso reduzir a circulação de pessoas na cidade; é a única forma de conter o vírus”, disse.

“Diminuindo a taxa de transmissão e aumentando o número de leitos de UTI vou reabrir todas as atividades, começando com as de menor impacto. O GDF depende da geração de empregos e dos impostos; é do meu maior interesse que o setor produtivo volte a funcionar”, afirmou Ibaneis.

O governador do DF lembrou que no fim de semana abriu 60 novos leitos de UTI para covid-19 e imediatamente 54 deles foram ocupados. “Isso mostra a gravidade da situação no DF. O decreto de lockdown não me traz nenhum tipo de satisfação, pelo contrário. Mas eu não posso fugir das minhas responsabilidades”, desabafou.

Por fim, o governador alertou que todos os setores da economia podem voltar a funcionar em 15 dias. “Alguns vão voltar antes. Mas antes precisamos aumentar o número de UTIs e reduzir a taxa de transmissão do vírus. E para isso precisamos da colaboração de todos”, finalizou.

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