Lotação e preço da passagem são problemas mais apontados por passageiros de ônibus do DF



 Um levantamento realizado pelo MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) revela que lotação e preço da passagem são problemas mais apontados por passageiros de ônibus do Distrito Federal.

Segundo o relatório, o item mais crítico em todo o período de auditoria foi a lotação dos veículos. A maioria (66,76%) avaliou esse quesito como “péssimo”. As cidades com as maiores porcentagens de respostas negativas quanto à lotação foram Samambaia, Ceilândia, Sobradinho I e II e Recanto das Emas.

Por sua vez, o preço da passagem é o segundo item com pior avaliação: “ruim” e “péssimo” somam 74% das respostas. Quando a análise se concentra nos respondentes que recebem até um salário mínimo, o valor sobe para 79,12%.

Perto da metade dos entrevistados (45%) leva de uma a duas horas para chegar a seu destino e a maioria (51,66%) afirmou esperar de 30 minutos a uma hora pelo ônibus. A maior parte avaliou o tempo de espera na parada como ruim (29,29%) ou péssimo (39,9%).

Outro ponto citado é a conservação dos veículos. No relatório, 54% dos respondentes afirmaram ter presenciado alguma falha mecânica pelo menos uma vez nos 60 dias anteriores ao preenchimento do questionário.

Por fim, “péssimo” foi a resposta mais frequente nas questões sobre segurança no trajeto até a parada (37,57%) e dentro dos veículos (29,8%). No item sobre segurança contra assédio sexual e moral nos ônibus, a avaliação que mais recebeu respostas foi “regular” (30%).

O único item com avaliação positiva nesse tema foi a sensação de segurança quanto à forma de dirigir dos motoristas: a maioria respondeu “regular” (39,46%) e “bom” (28,95%).

Em nota, a Secretaria de Transporte e Mobilidade informou que ainda não recebeu a referida pesquisa. “Assim que receber o documento irá analisar as recomendações do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios e passará as informações solicitadas para o órgão”.

MELHORIAS

Ainda no relatório, entre as principais intervenções recomendadas com base na percepção de passageiros e rodoviários estão: atualização constante das informações da plataforma DF no Ponto (linhas, horários, localização por GPS); apresentação de estudo sobre a necessidade do aumento da frota; priorização das políticas de transporte coletivo; incentivo à mobilidade ativa; revisão e atualização do Plano Diretor de Transporte Urbano.

As respostas obtidas demonstram uma percepção majoritariamente negativa sobre a maior parte dos aspectos avaliados. Das 22 questões sobre satisfação do usuário, mais da metade teve resultado negativo.

METODOLOGIA

Após um ano de trabalho, o MPDFT emitiu um relatório que aponta os principais problemas identificados pelos usuários do transporte coletivo rodoviário no Distrito Federal.

O documento foi enviado ao Governo com propostas para a melhoria do sistema. Mais de 2.960 participantes avaliaram o transporte coletivo rodoviário e fizeram sugestões para sua melhoria.


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