Passageira de Samambaia afirma ter sofrido preconceito durante corrida de Uber

 



A designer de unhas Maristela da Silva Nascimento, 24, afirma ter sido vítima de racismo após terminar uma corrida de Uber. Segundo a jovem, o motorista a chamou de “macaca gorda” após ver que ela não tinha troco para pagar pelo serviço.

A corrida teve início às 17h15 no Setor Industrial de Taguatinga e finalizou às 17h27, em Samambaia Sul. O valor total foi de R$ 13,92. A passageira teria então entregado uma nota de R$ 50, para a qual o motorista, identificado apenas como Matheus Henrique, disse que não teria troco.

“Ele começou a mexer na carteira dele e me deu uma nota de R$ 20. Eu disse que aquele não era o troco certo” relata Maristela. “Então ele pegou várias notas de R$ 2 e jogou no chão , como se eu fosse uma ninguém, e disse ‘sai logo do carro, sua macaca gorda”.

O motorista classificou a corrida como se não tivesse sido paga, conforme mostra o recibo enviado à passageira.

“Em um primeiro momento, eu fiquei em choque. O que mais me feriu foi de saber que as pessoas ainda tem esse preconceito. Isso pra mim é inadmissível”, lamenta Maristela. “A gente pensa que acontece só com os outros, antes de ocorrer conosco.”

Orientada pelo advogado Darlan Honório, ela prestou queixa com a Uber. Em resposta, a empresa disse que baniu o motorista assim que soube do ocorrido.

Confira a nota da empresa na íntegra:

Levamos esse tipo de denúncia muito a sério. A Uber tem uma política de tolerância zero a qualquer forma de discriminação em viagens realizadas por nossa plataforma. Assim que soubemos do incidente, banimos o motorista citado e entramos em contato com a usuária para prestar apoio. A empresa defende o respeito à diversidade e reafirma o seu compromisso de promover o respeito, igualdade e justiça para todas as pessoas.


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