Especialistas explicam como se proteger da Covid-19 no transporte público



 Após seis meses de comércios fechados, muitas medidas de segurança sanitária têm sido flexibilizadas e, com o retorno das pessoas ao trabalho, o fluxo de usuários nos transportes públicos tem aumentado. Junto a esses fatores, há o risco da contaminação pela Covid-19 se tornar mais propícia, principalmente nos transportes coletivos.

A Presidente da Sociedade de Infectologia do Estado do Rio, Tânia Vergara, relatou ao Portal Extra que os passageiros precisam manter o afastamento mínimo, quando possível, e usar corretamente as máscaras de proteção, além de manter janelas abertas e higienizar frequentemente as mãos. O passageiro deve ter cuidado também para não levar as mãos ao rosto.

Virologista da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Betania Paiva Drumond, destaca a importância de higienizar as mãos.

“Se precisar espirrar ou tossir, use um lenço ou projeta com o braço, mas não se deve levar a mão à boca, olhos ou nariz. Se for trocar de lugar e acabar tocando no apoio metálico ou no próprio assento, deve-se fazer a assepsia” diz a especialista.

Com relação às máscaras, elas devem ser trocadas se ficarem úmidas com a fala ou a respiração. As mãos devem ser higienizadas com água e sabão ou álcool 70% várias vezes durante o dia. É preciso higienizar antes de sair de casa e depois de segurar em balaustres de transportes, cadeiras, maçanetas, dinheiro. É fundamental que o passageiro leve consigo o álcool gel para aplicar nas mãos sempre que embarcar ou descer do transporte.

15 passageiros contaminados

Na Inglaterra, foi divulgado um caso de uma passageira infectada com o coronavírus que transmitiu a doença para outras 15 pessoas, sem saber, em um voo de 10 horas que partiu de Londres e seguia para o Viatnã. O caso ocorreu no dia 1º de março.

A passageira apresentava dor de garganta e tosse antes de embarcar. De acordo com um relatório do Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), a ela testou positivos alguns dias depois.

Um mapeamento foi feito posteriormente e foi confirmado que 12 passageiros da classe executiva, dois da econômica, além de um membro da tripulação contraíram o vírus.


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