Dengue cresce no Distrito Federal




O Distrito Federal já acumula 44.722 casos de dengue em 2020 – número superior ao quantitativo de 2019 em 411 infectados. É o que diz o mais recente boletim epidemiológico elaborado e divulgado pela Secretaria de Saúde do DF (SES/DF).

O levantamento com as últimas atualizações traz resultados apurados até o último dia 12 de setembro e corresponde à 37ª semana do ano. Estamos na 40ª.

No DF, as regiões que mais acumulam casos da dengue são, por ordem de incidência, Sobradinho II, Gama e Sobradinho I. Pela proporção, são 3.282,96 infectados a cada 100 mil habitantes na primeira cidade, seguidos de 3.258,45, e 3.179,93 contaminados, respectivamente. A Região Administrativa que mais acumula positividade para a doença é Ceilândia, que chegou à marca de 5 mil casos – com 1.126,57 a cada 100 mil moradores.


O número de óbitos, no entanto, permanece menor. Em análise com o mesmo período do ano passado, 2020 registrou cinco mortes a menos – 43 contra 48. Os casos graves de dengue, identificadas como hemorrágicas, caíram de 72 para 67 entre 2019 e o ano atual – também com queda de cinco pessoas.


“A dengue é uma doença que está sendo negligenciada”, afirmou o professor Walter Ramalho, epidemiologista da UnB. De acordo com ele, o problema tem sido ignorado por parte da população pela incidência do novo coronavírus, uma vez que a curva de casos notificados da doença teve queda drástica entre abril e maio no gráfico apresentado pela pasta da saúde, período no qual os primeiros casos e mortes pelo vírus da pandemia passaram a aumentar, e o lockdown foi instaurado.

“É quase impossível termos uma queda tão grande no número de infectados durante esse período – não é algo comum. O que aconteceu foi que as pessoas ficaram em casa e tiveram receio de sair para fazer exames, então houve uma subnotificação dos casos oficiais da dengue. Mas, ainda assim, 2020 registrou um número alto de infecções em comparação com 2019 – que também teve altos índices”, afirmou o professor na Faculdade de Saúde de Ceilândia e um dos integrantes do Núcleo de Medicina Tropical.


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