Funerária troca corpos e família enterra cadáver de outra mulher no DF



A troca de corpos de duas mulheres causou confusão durante o velório da família de uma das vítimas na manhã desta quinta-feira (13/8), no Cemitério Campo da Esperança da Asa Sul.
Arminda Silva, 66 anos, morreu com septicemia e infecção hospitalar, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Ela teve Covid-19, mas não faleceu em decorrência da doença. O velório e sepultamento ocorreriam a partir das 9h30 desta quinta.
De acordo com a filha de Arminda, a enfermeira Mabi Cristina da Silva Fagundes, 47, a situação veio à tona quando abriram o caixão e viram se tratar do corpo de uma outra mulher. A família descobriu que o corpo de Arminda foi enterrado no Cemitério Campo da Esperança de Taguatinga, nessa quarta-feira (12/8), às 15 horas.
“Estamos de luto, chorando, querendo velar a minhã mãe e não temos condições porque trocaram os corpos. Parece que estamos vivendo um filme de terror”, desabafou a enfermeira.
Ela conta que Arminda faleceu no Hospital Anchieta, na madrugada de quarta, e a Funerária Nacional, em Taguatinga, foi acionada para realizar o sepultamento.


“Marcamos o velório para esta manhã e, quando chegamos para velar, não era a minha mãe. O funcionário da funerária falou que ela estava inchada e era ela sim, mas batemos o pé porque a mulher era muito diferente”, comentou.
Mabi relatou que, após a situação, o filho da outra vítima foi acionado para ir até o local. Então, reconheceu que a mulher que ainda não havia sido enterrada era a mãe dele.
“Estamos revoltados. Tinha muita gente aguardando para dar o adeus. Não pudemos nem fazer essa última homenagem para ela. Ficamos nesse salão vazio. A funerária disse que vai entrar em contato com o MPDFT para pedir a exumação e a gente poder enterrá-la. A minha mãe foi velada por outra família que não era a dela. Estamos muito tristes.”


Por meio de nota, a Campo da Esperança Serviços Ltda. informou lamentar profundamente o ocorrido. Entretanto, explicou que executa o serviço com base na documentação entregue pela funerária contratada pela família.
“Nesse caso, os documentos dos dois sepultamentos chegaram ao Campo da Esperança trocados. A identificação dos corpos não é responsabilidade da concessionária”, informou.
A funerária foi acionada. Porém, até a publicação do texto, não havia respondido aos questionamentos da reportagem. 


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