Nos hospitais do DF “não existe fila para paciente com covid-19”, afirma secretário de Saúde




Na tarde desta terça-feira (14), a Secretaria de Saúde do Distrito Federal faz balanço da pandemia do novo coronavírus no DF. Participam da coletiva de imprensa o Secretário de Saúde, Francisco Araújo, o Subsecretário de Vigilância à Saúde, dr. Eduardo Hage, o Presidente da Codeplan, Jean Lima e o Subsecretário de Inovação da Casa Civil, Paulo Medeiro. 
O secretário afirma que “em uma pandemia, a gente nunca sabe o dia de amanhã. […] Continua sendo fundamental que a população faça a parte dela”. Questionado sobre os hospitais que estão sendo montados na capital para tratamento de pacientes com o vírus, ele explicou que a “pandemia não tem hora e data para acabar. Como o governo trabalha para proteger o cidadão, entrega de leitos da PM, da Ceilândia foram muitos questionamentos, o da Papuda está com a parte estrutural pronta, e esperamos poder entregar o mais rápido possível”. 
“Quando começou a pandemia, o DF tinha mais de 300 leitos de UTI para regulação normal, com a pandemia foi criada estrutura para montagem de leitos para covid-19. Não existe fila para paciente com covid, a regulação trabalha para que haja giro de leito maior”, explicou o secretário. 


Pico da pandemia

O presidente da Codeplan explica que, segundo as estimativas feitas, “a gente já está vivendo o pico”. “Estamos em uma espécie de platô e não dá pra estimar quando iniciará a queda, mas até o dia 25 manterá esse mesmo patamar de crescimento. Em termos percentuais a gente teve uma queda de casos nas últimas três semanas. Estabilidade nos últimos 7 dias na procura por leitos de UTI.  A perspectiva é que caia a partir do dia 25 mas não é possível dar certeza”, afirmou Jean Lima. 
Ele afirma que os estudos estão sendo feitos e o grupo realiza o acompanhamento de outros estados e países. “É uma experiência nova e temos que aprender. A gente tem feito o acompanhamento do número de casos, taxa de mobilidade no DF foi pouco afetada com o fechamento do comércio”, explica.
“A abertura gradual e controlada [do comércio] deu pouco impacto. A gente chegou no auge do isolamento com 68%. Antes da abertura do comércio era entre 43% e 44%, e agora estamos em 38 a 39%. A abertura é controlada porque os setores precisam retornar”, complementa Lima. 
AZEVEDO ODONTOLOGIA

Compra de testes

Quanto à compra de testes para o DF, o secretário de Saúde afirma que “há um impedimento para que se faça pagamento e compra de testes”, mas que a secretaria já está “fazendo o que pode ser feito”.
“Nós já mandamos testes que recebemos de doação da Receita Federal para avaliação e estamos aguardamos para que seja reposto o estoque nas unidades de saúde. Respeitamos todas as decisões da Justiça. Decisão judicial não se discute, se cumpre”, explicou o chefe da pasta.


Novas UBSs

Mesmo durante a pandemia, a ampliação da Atenção Primária segue no DF. Um passo importante nesse sentido foi o Fundo de Saúde repassar recentemente R$ 4.176.187,97 para a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) dar continuidade às obras de cinco novas unidades básicas de saúde (UBSs). A descentralização de crédito foi publicada no Diário Oficial do DF (DODF) desta terça-feira (14).
As unidades estão localizadas em Sobradinho II (Vila Buritizinho), Paranoá Parque (Quadra 2), Ceilândia (QNR 2), São Sebastião (Jardins Mangueiral) e Planaltina (Vale do Amanhecer). Juntas, terão capacidade de atender aproximadamente 80 mil pessoas.
“O governador Ibaneis Rocha tem feito questão de ampliar a Atenção Primária”, pontua o diretor executivo do Fundo de Saúde, Ronan Lima. “Por isso, há um esforço de gestão de fazer esses repasses para as obras, no sentido de cobrir os vazios assistenciais e garantir o atendimento a toda a população.”

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