Empresários do DF fazem ato por reabertura



DROGARIA DO TRABALHADOR
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Distrito Federal (Abrasel-DF) reuniu diversos órgãos de representação do setor para organizar um ato hoje, exigindo que o Judiciário deixe para o governador a decisão de abrir ou não o mercado alimentício do DF. A reação do setor vem logo após a decisão da juíza Kátia Balbino de Carvalho, da 3ª Vara Cível do Distrito Federal, estabelecer um novo prazo mínimo para a reabertura de bares e restaurantes.


Beto Pinheiro, presidente da Abrasel-DF, acredita que a decisão judicial seja uma intromissão do Poder Judiciário em uma prerrogativa do Poder Executivo. “Tem que deixar o governador fazer o que ele foi eleito para fazer. O governador não pode soltar uma sentença em um processo correndo na vara da juíza, e da mesma forma ela não pode querer entrar no Buriti e governar pelo governador”, afirma.
A Abrasel-DF considera que os bares e restaurantes de Brasília, assim como os salões de beleza, estão prontos para a reabertura no dia 1º de julho. Beto Pinheiro também se mostra confiante na possibilidade da decisão ser derrubada após recurso do governador Ibaneis Rocha. “O governo vai recorrer da decisão, assim como já aconteceu outra vez. E na outra vez, o governador ganhou o recurso. E eu acredito que vai ser bem sucedido novamente”, declara.
Francisco Maia, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF), declarou apoio ao ato e assinou, junto com os demais órgãos envolvidos, uma nota de repúdio à decisão judicial. Mas afirma que não vai participar da manifestação.
Um dos pontos citados pela juíza Kátia Balbino foi o descumprimento da Fecomércio de um acordo com o Buriti, para a criação de um hospital de campanha para atender vítimas do covid-19. Francisco Maia afirma que a tese é infundada. “Esse assunto já morreu para nós, acabou. Não descumprimos nada. Já avisamos ao governo que não poderíamos fazer, entregamos a documentação a ele. Esse assunto não existe mais para nós.”


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