Parada do medo em Samambaia



Antes de o sol nascer, muitos usuários do transporte público já aguardam por ônibus no Distrito Federal. Acostumados a enfrentar o transporte cheio, os passageiros são atormentados por outro problema: assaltos nas primeiras horas do dia. A morte a facadas do professor Hebert Silva Miguel, 26 anos, no último dia 7, em uma parada de ônibus, causou ainda mais tensão em quem não tem alternativa para se deslocar.

Os moradores de Samambaia passam pelo mesmo problema. Na QN 410, um beco localizado logo atrás de um ponto de ônibus serve para dar fuga aos bandidos – que já são até conhecidos dos usuários. “Eles param a moto ou o carro ali atrás, descem aqui e depois saem correndo”, diz a vendedora Maria do Socorro, 44.
O medo fez com que ela passasse a aguardar o transporte público na rua de cima, mais movimentada. “Aqui fica bem escuro e não tem policiamento. Tinha um posto policial perto, mas acabou fechando”, lamenta.

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