Vizinhos se unem para comprar câmeras de segurança em Samambaia


Com medo da criminalidade, moradores de Samambaia  estão se mobilizando para aumentar a segurança onde moram. Vizinhos têm se unido a fim de buscar soluções para resguardar suas residências. Além de grupos de WhatsApp, buscam cotizar valores para instalar câmeras de vigilância nas ruas. Medida antes comum apenas em bairros nobres, ela começa a ser adotada em diferentes regiões da capital da República.

Vigilância

Em Samambaia Norte, os moradores do Conjunto 17 da QR 410 optaram por contratar uma empresa especializada em vigilância. “Está saindo R$ 25 por mês para os quase 20 moradores que aderiram à ideia”, diz a auxiliar de contabilidade Paula Renata de Jesus, 45 anos.

Depois de ouvir um ladrão correndo por cima do próprio telhado e ter notícia de duas tentativas de arrombamento de casas nas redondezas, ela resolveu conversar com os vizinhos para ver a receptividade da vaquinha para a compra e instalação do sistema de monitoramento. “Consegui organizar e, depois da implementação, ficou um pouco melhor. Pelo menos, dá para acompanhar meus filhos chegando de carro”, afirma.
Ainda assim, a região é perigosa, segundo a moradora. “Na nossa praça, sempre tem gente usando droga de manhã e na hora do almoço. Na última quarta-feira (20/11/2019), assaltaram a farmácia do final da rua. Levaram dinheiro e celular das pessoas”, lamenta.
Em Samambaia Sul, o uso de câmeras de segurança acontece há mais de dois anos. Em alguns conjuntos da QR 316, a atitude foi tomada após sucessivos assaltos ocorridos na região. “Depois que a gente colocou, diminuíram os problemas. O que teve a gente mandou para a polícia e foi resolvido”, afirma o autônomo Cícero Aparecido, 46.
Por lá, são 30 pessoas com acesso a 15 câmeras. Na época, o rateio saiu por R$ 235 para cada um. Hoje em dia, o custo é apenas da manutenção de uma empresa contratada. Todos têm acesso pelo celular, além de duas pessoas que monitoram via computador 24 horas por dia. “Assim, dá para ficar mais tranquilo e deixar os netos correrem na rua”, brinca. 

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