Corpo de vigilante esquartejado em Samambaia será sepultado nesta sexta-feira (22)



Família publicou comunicado sobre sepultamento em grupo do WhatsApp. Cabeça de Marco Aurélio Rodrigues de Almeida não foi localizada.
Dez dias após a confirmação de que o corpo esquartejado localizado em Samambaia era de Marcos Aurélio Rodrigues de Almeida, 32 anos (foto em destaque), a família do vigilante poderá finalmente enterrar os restos mortais nesta sexta-feira (22/11/2019). Um anúncio com data, hora e local do sepultamento foi postado no WhatsApp por parentes do segurança.


A cerimônia fúnebre está marcada para 13h50, no Cemitério Campo da Esperança da Asa Sul. A noiva do vigilante, Francisleide Braga de Sousa, afirmou que a Polícia Civil do DF (PCDF) ainda não encontrou a cabeça de Marcos Aurélio. “A polícia liberou as outras partes do corpo para a gente enterrar. Infelizmente vamos enterrar ele assim. Sem podermos nos despedir”, lamentou.


“Infelizmente amanhã [22/11/2019] vou enterrar o amor da minha vida, junto com todos os nossos sonhos. Não vou usar o tão sonhado vestido branco, que era o sonho dele me ver entrando na igreja. Não vou poder olhar para o rostinho dele nem pra dar o último adeus. Esses demônios não destruíram só a vida dele”, finalizou.
O drama da família teve início em 9/11/2019, último dia em que parentes tiveram contato com Marcos Aurélio. Por volta das 8h30, ele mandou mensagem para a mãe, dizendo que estava indo do SIG para a Rodoviária do Plano Piloto, onde pegaria um ônibus para casa, em Samambaia. O contato ocorreu quando o vigilante saía do trabalho. Depois disso, ninguém teve mais notícias do homem.
Em 11 de novembro, a Polícia localizou parte do corpo em um bueiro na quadra 327 de Samambaia. No dia seguinte, o tronco foi encontrado e a identidade da vítima, confirmada. O caso ainda está em investigação. Dois dias mais tarde, mais partes do cadáver do vigilante foram encontradas em outro bueiro.

No dia 16, PCDF localizou um fêmur ao lado da Escola Classe 325 de Samambaia. A suspeita é de que o osso pertencia ao vigilante. A 32ª Delegacia de Polícia (Samambaia Sul) apura o caso e procura pelo paradeiro da cabeça e de uma das coxas da vítima.
Os investigadores prenderam um casal suspeito do crime (*), no dia 13 de novembro. O fêmur localizado estava muito perto do local onde policiais recolheram o tronco de Marcos Aurélio. Por isso, existe a suspeita de que a parte possa realmente pertencer à vítima. Mas apenas o laudo pericial poderá confirmar.
A noiva do vigilante, a brigadista Francisleide Braga de Sousa, 38 anos, desabafou sobre a situação. “Ainda não sabemos se é mesmo a coxa dele. Mas esperamos Justiça. Isso não pode ficar impune. Um crime desses… monstruoso e bárbaro. A família toda quer eles presos”, disse.

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