Samambaia lidera o número de casos de sequestros-relâmpago a motoristas de aplicativo

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Todos os dias, de segunda a segunda, durante a madrugada ou nos horários de pico, milhares de brasilienses entram em seus carros, ativam aplicativos de transporte no celular e deixam suas casas para percorrer o Distrito Federal levando passageiros. A cada aviso de uma nova corrida, os motoristas logo são tomados pelo medo e pela desconfiança. O temor dos trabalhadores não é em vão e encontra respaldo nos números indicadores da onda de violência que passou a assolar esses profissionais desde a criação das empresas do setor.

LG RASTREAMENTO
Samambaia lidera com 32 casos em 2019, durante os seis primeiros meses.
Segundo levantamento feito pela Polícia Civil do DF (PCDF), ao qual o Metrópoles teve acesso, a quantidade de condutores das marcas Uber, 99 e Cabify vítimas de roubo com restrição de liberdade ou sequestro-relâmpago, como o crime é popularmente conhecido, saltou de 22 casos em 2017 para 71 episódios apenas nos seis primeiros meses deste ano.
Para se ter uma ideia, no primeiro semestre de 2018, foram computadas apenas 14 ocorrências policiais. Na prática, isso significa que, neste ano, todo mês praticamente 12 condutores são sequestrados durante corridas no DF. O balanço expõe a vulnerabilidade de quem depende do trabalho para sobreviver ou encontrou na atividade uma forma de conseguir mais dinheiro ao final do mês.
Os números podem ser ainda mais alarmantes, uma vez que a PCDF disse não ter recorte específico que aponte o total de motoristas vítimas de outros crimes. À reportagem, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) atribuiu o aumento desses registros ao fato de que os criminosos estariam mantendo os condutores como reféns para evitar que a polícia seja comunicada sobre os delitos.
Pagamento em dinheiro
O delegado-chefe da Divisão de Repressão ao Sequestro (DRS), Leandro Ritt, por sua vez, defende não haver respaldo das empresas para com os colaboradores. “A partir do momento em que os aplicativos passaram a aceitar pagamento em dinheiro, houve afrouxamento no cadastro dos usuários. Antes, quando se pedia cartão de crédito para fazer a inscrição, não tínhamos esse problema. Atualmente, há uma grande preocupação no cadastro de quem dirige, pedem até o nada consta deles, mas não dos usuários. É um cadastro falho, pois os dados podem ser fraudados”, criticou o policial.
Um dos casos mais recentes ocorreu na sexta-feira (04/10/2019), em Ceilândia. Um motorista recebeu chamado para corrida na cidade quando foi surpreendido com anúncio de assalto por um adolescente e um homem ainda não identificados. Após ter o carro levado, o proprietário do veículo acionou a Polícia Rodoviária Federal (PRF).


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