Saúde digital: como a tecnologia vai beneficiar os pacientes do DF



O Governo do Distrito Federal planeja informatizar 100% os processos de gestão da rede pública de saúde. Para atingir esse objetivo – uma real transformação digital-, o GDF estabeleceu uma série de metas a serem cumpridas nos próximos anos. Elas fazem parte do Plano Estratégico, conjunto de ações pensadas para as próximas décadas. 

Para esse resultado-chave se tornar real, e assim tornar a saúde no DF o mais digital possível, o governo irá adotar soluções tecnológicas que alcancem áreas como os Recursos Humanos, cobertura vacinal, agendamento de consultas e, claro, o sistema de gestão em saúde (atenção primária, ambulatorial e hospitalar). Esse trabalho está sendo feito em conjunto pela Secretaria de Saúde e o Instituto de Saúde (Iges-DF). 

Dentro do Hospital de Base, a maior unidade pública de saúde de Brasília (gerida pelo Iges-DF), a tecnologia começa no atendimento ao usuário. Em funcionamento desde o final de agosto, o sistema de prontuário eletrônico Soul MV trouxe avanços rapidamente.  
Utilizado em substituição ao Trakcare, o Soul MV permite a integração de todos os processos hospitalares. E gerencia informações clínicas, assistenciais, administrativas, financeiras e estratégicas – e, em breve, será espalhado para as outras unidades controladas pelo Instituto. A previsão é de que em outubro o software chegue à Unidade de Pronto Atendimento de Ceilândia para, em seguida, ser levada aos outros centros hospitalares.

Ao informar aos médicos e gestores quanto tempo um paciente levou para ser assistido, o quanto foi gasto em procedimentos, qual lote de medicação ele usou – entre outras informações -, o software permite ao hospital economia e maior controle de dados. 
“Tudo que acontece dentro do Base está a nossos olhos”, diz o superintendente de Tecnologia da Informação do Iges-DF, Marcos Flávio de Souza. “Sua utilização não tem preço que pague, e é ótimo para a população. Você consegue gerir melhor a verba pública e o que ocorre aqui dentro”, explica. 
E esse entendimento é compartilhado por quem utiliza as instalações do HBB. Em tratamento de um câncer no abdômen desde 2015, a auxiliar-administrativo Etelvina Mônica elogia o atendimento. “Está mais tranquilo e humano. O tempo de espera melhorou muito”, assegura. 
Quem está no dia-a-dia do Base também vê e acredita na evolução. “Tudo que vem para mudar exige paciência. Quando cheguei nesse hospital, há quase 30 anos, o meu sonho era ver exatamente o que está acontecendo agora com a implantação desse sistema. Hoje vejo o Base informatizado, caminhando para a evolução e o futuro”, aponta Vera Lúcia Bezerra da Silva, a Verinha, voluntária da Rede Feminina de Combate ao Câncer e que trabalha no Base.  

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