Mãe é chamada de “porca e sebosa” após parto no Hospital de Samambaia



Bebê com clavícula quebrada, restos de material do parto dentro da mãe e maus-tratos. Os relatos fazem parte de quatro novas denúncias recebidas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) de negligência médica e violência obstétrica no Hospital Regional de Samambaia (HRSam). Os casos estão sendo apurados pela 26ª Delegacia de Polícia, em Samambaia Norte. O número de ocorrências chegou a 15.



“Todo dia tem alguém ligando”, afirma o delegado Guilherme Sousa Melo, responsável por apurar as denúncias. Segundo ele, depois da divulgação inicial, muitas mulheres estão se sentindo encorajadas a contar o que ocorreu com elas.
Os quatro novos casos, informa o delegado, seguem o mesmo roteiro daqueles que já estão sendo apurados: curetagem malfeita, destrato com pacientes e diagnósticos errados. Um deles, no entanto, chamou atenção pela quantidade de acusações. “A criança teve a clavícula quebrada durante o parto, o médico deixou restos de placenta no útero da mãe e ainda a chamou de sebosa e porca”, disse o delegado


O problema para a apuração é conseguir identificar, de fato, todos os médicos que agiram de forma negligente. “É muito difícil que as pacientes lembrem o nome de quem as atendeu. Já pedimos a escala dos dias em que ocorreram os casos, só que, mesmo assim, não dá para afirmar que foram os tais profissionais”, explica.
“Já determinamos que seja feito o acompanhamento do caso e vamos fornecer todos os dados aos órgãos competentes pela investigação. Se houver realmente irregularidades, vamos punir esses profissionais”, ressaltou. O titular do Palácio do Buriti determinou a abertura de uma sindicância para apurar os fatos.
“Tudo está em apuração. Por exemplo, existe uma denúncia de fratura da clavícula de um feto. Mas há a argumentação de que, em certos casos, o médico pode fazer o deslocamento para facilitar o parto. Além disso, o CRM-DF [Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal] também está investigando”, disse.
IMPLORTHO CENTER
“A médica apenas tocou na minha barriga e disse que meu bebê tinha morrido. Sem fazer exames, me medicou. Mais tarde, por volta das 19h, outro médico me examinou, com um estetoscópio, e disse que não conseguia ouvir os batimentos cardíacos. Mesmo assim, meu filho nasceu vivo. Se fosse em qualquer outro hospital ou qualquer outro médico, ele poderia estar comigo hoje”, desabafou a jovem.
Share on Google Plus

About CRIATIVO PUBLICIDADE

1 comentários: