Caso Rhuan Maycon completa um mês: 'Nunca vi nada parecido', diz delegado de Samambaia



Nesta segunda-feira (1º), um mês após a morte do menino Rhuan Maycon da Silva Castro, de 9 anos, o delegado que investigou o crime afirma que "nunca viu algo parecido". O garoto foi assassinado e esquartejado pela própria mãe e pela companheira dela, na madrugada de 1º de junho em Samambaia, no Distrito Federal.


Com quase 20 anos de profissão, o policial Guilherme Sousa Melo, da 26ª Delegacia de Polícia, disse ao G1 que antes do crime se julgava forte em relação aos casos policiais. No entanto, reconhece ter ficado comovido com o homicídio.

O crime

O corpo de Rhuan Maycon foi encontrado na madrugada do dia 1º junho, esquartejado, dentro de uma mala deixada na quadra QR 425 de Samambaia, no DF. As partes da vítima foram localizadas por moradores da região.
A mãe do menino, Rosana Cândido e a companheira dela, Kacyla Pryscila, foram presas na casa onde moravam com o menino e com a filha de Kacyla, uma menina de 8 anos.

'Sentimento de ódio'

denúncia do Ministério Público, feita à Justiça no dia 18 de junho, afirma que o crime foi cometido por motivo torpe – repugnante – e que a mãe do garoto foi a mentora do assassinato.
"Rosana nutria sentimento de ódio em relação à família paterna da vítima. Kacyla conhecia os motivos da companheira e aderiu a eles", diz o MP.
Segundo a denúncia, Rosana tirou o filho dos cuidados dos avós paternos, no Acre, levando-o para conviver com ela e sua companheira às escondidas dos demais parentes. Enquanto estava com o menino, a mãe teria passado a torturá-lo.


"Com apenas 4 anos de idade, Rhuan passou a sofrer constantes agressões físicas e psicológicas e a ser constantemente castigado de forma intensa e desproporcional, ultrapassando a situação de mero maltrato", diz a denúncia.

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