Pacientes esperam até oito horas em prontos-socorros públicos de Samambaia


Sem informações claras de para onde devem ir, os brasilienses fazem verdadeiras peregrinações por todo o DF em busca de uma consulta. Há casos de pessoas que passam por até cinco unidades de saúde em um único dia antes de entrar em um consultório.

Foi o caso da vendedora Daniele Castro Silva, 23 anos. Com fortes dores de estômago, vômito, diarreia e infecção urinária, ela começou a jornada em busca de tratamento na manhã de quinta-feira (21/3). Primeiro, passou no posto de saúde de Ceilândia. Depois, foi ao Hospital Regional da cidade. De lá, foi orientada a ir à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais perto e, posteriormente, ao Hospital Regional do Guará e à UPA do Núcleo Bandeirante até, por fim, terminar a romaria na UPA de Samambaia, onde também chegou sem garantia de atenção.

Os sintomas apresentados por Daniele resultaram numa classificação de risco amarela. Com dois médicos no plantão da madrugada, apenas os casos registrados nas cores vermelho e laranja eram recebidos. Por várias vezes, a vendedora pediu para ser vista pelo plantonista, mas foi informada por funcionários de que os profissionais estavam prestando cuidados a quem já estava internado. Ela teria de esperar ou procurar outra unidade. Cansada e sem forças, preferiu aguardar.

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