SindMédico denunciará PM que filmou servidores descansando em hospital

O Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) vai denunciar à corregedoria da Polícia Militar (PMDF) o sargento Flávio Mendes, autor das filmagens em que servidores do Hospital Regional de Brazlândia (HRBz) aparecem na sala de descanso em um dia de caos no pronto-socorro. Para a entidade, a atitude do militar fere a imagem do médico que “vive cotidianamente a realidade de abandono e falta de investimentos”.Em nota intitulada “Exercício de cidadania ou mau-caratismo”, o sindicato classifica a filmagem como maldosa, forma de autopromoção e abuso de autoridade. “Sua intenção é tão somente a de surgir no meio do caos como uma possível solução, já que, nas redes sociais, ele faz propaganda eleitoral irregular, colocando-se como candidato a deputado distrital em 2022”, diz o comunicado.
O SindMédico refuta a versão do policial de que um dos médicos de plantão teria negado assistência aos pacientes. O texto da entidade segue elogiando o histórico do profissional dentro da Secretaria de Saúde e, em especial, no Hospital Regional de Brazlândia, “onde, certamente, fez mais pela população, como servidor público, do que o PM que se ocupa em lustrar a própria imagem em vez de zelar pela segurança”, dispara a entidade.

A versão do sindicato confirma a apresentada pela Secretaria de Saúde: de que os servidores filmados são dentistas, e que não havia demanda de odontologia no momento da gravação. O único médico que aparece na filmagem, pontua o sindicato, estava aguardando o intervalo para entrar em seu plantão.

“O SindMédico irá tomar todas as medidas cabíveis diante dessa situação absurda. Vamos buscar, inclusive, a Corregedoria da PM e exigir que o secretário de Saúde, Osnei Okumoto, e o governador do DF, Ibaneis Rocha, apurem o caso e ofereçam condições de trabalho aos servidores para que não passem por mais circunstâncias assim”, finaliza a nota.


A reportagem entrou em contato com o sargento Flávio. Ele disse que estava impedido pela corporação de conceder entrevistas e alegou que, na situação, não agiu como policial, mas como cidadão. O militar também negou a intenção de se lançar candidato em 2022.
Por meio de nota, a PMDF informou que a situação será analisada para decidir se haverá apuração quanto à conduta do policial.


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