Os 10 problemas mais comuns da visão


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Você sabia que existem dezenas de doenças que podem afetar os olhos e comprometer a visão?
Com causas variadas, elas podem ser congênitas ou se desenvolver ao longo da vida, em decorrência de lesões, doenças crônicas ou do próprio processo de envelhecimento. Mesmo a falta de higiene com a lente de contato, por exemplo, pode acarretar uma infecção que, dependendo da bactéria, é capaz de comprometer a visão parcial ou totalmente.
Quando o assunto é a visão, todo cuidado é pouco! Se você quer aprender a cuidar melhor dos seus olhos ou deseja entender mais sobre as doenças que podem acometê-los, confira esse artigo com os 10 problemas de visão mais comuns.

Sinais de que há alguma complicação nos olhos

Vamos começar pelos sinais de que pode haver algo errado com os olhos. É bastante comum que surjam sintomas em pessoas com histórico familiar de doenças de visão, devido à sua predisposição genética. Os 10 sintomas mais comuns entre essas doenças são:
  1. Excesso de lacrimejamento (um ou ambos os olhos passam a lacrimejar com constância sem causa aparente);
  2. Visão dupla;
  3. Hipersensibilidade à luz (realizar atividades como assistir à televisão começa a causar incômodo para os olhos);
  4. Capacidade limitada de ver cores e detalhes;
  5. Necessidade de esfregar os olhos com frequência;
  6. Dor frequente de cabeça ou nos olhos;
  7. Necessidade de cerrar os olhos para focar a visão em objetos;
  8. Mudanças frequentes na prescrição dos óculos (os graus começam a aumentar de forma irregular ou anormal);
  9. Desvio dos olhos para o nariz ou para fora;
  10. Vermelhidão constante nos olhos.
Na presença de qualquer desses sintomas, é fundamental consultar um Oftalmologista do Bem. Isso porque, a maioria dos problemas, quando descobertos precocemente, podem ser corrigidos de forma simples, com uso de medicamentos, óculos, lentes de contato ou mesmo cirurgia.

Os 10 problemas de visão mais comuns

Conheça os 10 problemas de visão mais comuns e como tratá-los:
  1. Miopia

  • Considerado o erro refrativo mais comum no mundo, a miopia é uma condição que afeta a visão à distância. Por possuir um erro na refração da luz, a miopia se caracteriza pelo fato de a luz se focar antes de chegar à retina. O correto, no entanto, é que a luz seja focalizada sobre a retina, onde é recolhida e transformada em impulsos elétricos a serem transmitidos para o cérebro e interpretados como imagens. Em outras palavras, a miopia é caracterizada pela dificuldade em enxergar objetos quando estão longe, tornando a visão borrada e com as formas difíceis de serem distinguidas, mas sem afetar a nitidez de objetos próximos.
Sintomas: dificuldade em enxergar com nitidez objetos distantes, dores de cabeça, especialmente após realizar leitura, e necessidade de cerrar os olhos para combater o embaçamento.
Tratamento: conduzido com o uso de lentes de contato ou óculos, o tratamento é focado na correção da maneira como a luz incide sobre a retina, devolvendo a nitidez à visão do paciente. Outra opção é a cirurgia a laser. Ela corrige o erro refrativo e pode ser feita após os 21 anos, sendo indicada apenas quando há estabilidade no grau de miopia.
Prevenção: não é possível evitar o surgimento da miopia. Mas é possível evitar seu agravamento. Para isso, é fundamental consultar um Oftalmologista do Bem regularmente e utilizar óculos ou lentes de contato com os graus corretos.
  1. Hipermetropia

  • Ao contrário da miopia, a hipermetropia consiste na dificuldade de enxergar objetos próximos. Isso porque o globo ocular é menor que o normal ou há um problema na curvatura da córnea, o que faz com que a imagem seja projetada após a retina. Quanto mais próximos os objetos estão, mais borrados ficam para um paciente com hipermetropia. Os objetos distantes, portanto, permanecem com a mesma nitidez.
Sintomas: incômodo para enxergar imagens muito próximas, dores de cabeça e nos olhos e cansaço.
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Tratamento: a hipermetropia pode ser tratada com o uso de óculos ou lentes de contato que ajudam a enxergar corretamente objetos de perto. Porém, o paciente também pode recorrer à cirurgia após os 21 anos para modificar corrigir definitivamente a córnea e evitar o uso constante de óculos.
Prevenção: Não é possível prevenir o surgimento da hipermetropia. Realizar consultas regulares com o Oftalmologista do Bem, no entanto, é fundamental para um diagnóstico precoce da doença, especialmente se houver casos na família.
  1. Astigmatismo

  • O astigmatismo é um erro refrativo que pode atingir pessoas de todas as idades. Ele provoca uma curvatura da córnea ou do cristalino (a lente natural do olho) de forma irregular, impedindo que os raios de luz incidam sobre um mesmo ponto na retina. O resultado é uma visão embaçada, especialmente nas bordas, e a distorção de imagens. A dificuldade é percebida tanto para na tentativa de enxergar objetos próximos, quanto distantes.
Sintomas: visão borrada ou dupla, dores de cabeça, sensibilidade à luz, olhos cansados e dificuldade para ler letras pequenas.
Tratamento: uma vez diagnosticada a doença, o tratamento é feito com o uso de óculos ou lentes de contato. Há também a possibilidade de ser realizada uma cirurgia refrativa para alterar a superfície do olho e eliminar os graus de astigmatismo.
Prevenção: apesar de não existir uma forma comprovada de prevenção contra o astigmatismo, visitar um oftalmologista regularmente e evitar coçar ou esfregar os olhos são ações preventivas importantes.
  1. Estrabismo

  • O estrabismo é a falta de alinhamento entre os dois olhos: ao invés de paralelos, cada olho se movimenta e direciona para um local diferente. Ele consiste em um distúrbio dos músculos oculares que, geralmente, surge na infância, devido ao movimento descoordenado dos músculos de cada olho. O estrabismo pode ser convergente (quando um dos olhos se direciona para o nariz), divergente (quando um dos olhos aponta para fora do rosto) ou vertical (quando um dos olhos está posicionado mais para cima ou para baixo), entre outros.
Sintomas: dificuldade de focar os dois olhos na mesma direção ao mesmo tempo, visão dupla e dor de cabeça.
Tratamento: geralmente, é iniciado com o uso de óculos ou lentes de correção, no entanto, em alguns casos pode ser necessário utilizar toxina botulínica ou cirurgia para corrigir a força dos músculos de cada olho.
Prevenção: não é possível evitar o surgimento do estrabismo. Como se trata de uma doença comum na infância, é recomendado que haja acompanhamento médico desde o nascimento, para identificar com antecedência qualquer sinal da doença.
  1. Presbiopia

  • Conhecida popularmente como visão cansada, a presbiopia é o problema de visão mais comum após os 40 anos de idade. Ele está relacionado ao envelhecimento natural do olho. Isso porque, com o avanço da idade, a visão tende a sofrer um desgaste que dificulta a capacidade de focar objetos e imagens próximos. Realizar leituras que antes pareciam simples sem a ajuda de um óculos torna-se cada vez mais difícil.
Sintomas: dificuldade de enxergar letras e números muito pequenos, visão borrada durante a leitura, dor de cabeça depois de atividades que envolvam a visão de perto.
Tratamento: apesar de não ter cura, a doença pode ser corrigida por meio da utilização de óculos de leitura ou lentes de contato, que são capazes de falta de elasticidade do cristalino, combatendo o surgimento dos sintomas.
Prevenção: como a doença é resultado de um envelhecimento natural dos olhos, ela não pode ser prevenida.
  1. Catarata

  • A catarata é outra doença relacionada ao envelhecimento natural dos olhos, muito comum principalmente entre idosos. Trata-se de um distúrbio que afeta o cristalino – a lente natural do olho responsável pela focalização da visão para perto e longe. Com o passar dos anos, o cristalino vai se tornando opaco e, consequentemente, diminuindo progressivamente a visão. A catarata é resultado desse processo de opacidade do cristalino, uma condição perigosa que, sem tratamento pode comprometer totalmente a visão. Confira mais informações sobre os tipos de catarata aqui.
Sintomas: sensação de visão embaçada, nublada ou confusa, alteração contínua do grau dos óculos, sensibilidade à luz, espalhamento dos reflexos ao redor das luzes e percepção que as cores estão desbotadas.
Tratamento: uma condição com cura, a catarata pode ser tratada com cirurgia, independente do estágio da doença, para evitar o seu avanço. A cirurgia consiste na remoção da lente turva do olho que, em alguns casos, é substituída por uma lente artificial.
Prevenção: apesar de não haver prevenção para a catarata ou para seu avanço, algumas mudanças de hábitos e atitudes podem ajudar no processo. Para isso, é recomendado realizar exames oftalmológicos periodicamente, usar óculos de sol, proteger-se contra a radiação ultravioleta (principalmente UVB), reduzir o consumo de álcool e tabaco, proteger os olhos de possíveis lesões e traumas, controlar a diabetes e evitar o uso de colírios sem prescrição médica.
  1. Glaucoma 

  • O glaucoma é um problema de visão causado pelo aumento da pressão intraocular, isto é, dentro do olho. Essa condição pode comprimir os vasos sanguíneos e interromper a irrigação sanguínea na região. Como resultado, as células nervosas da retina e o nervo óptico começam a morrer, provocando a perda progressiva da visão e o estreitamento do campo visual. O Glaucoma pode ser agudo, crônico, congênito ou secundário. Cada tipo precisa de um acompanhamento especializado. Sem o diagnóstico e tratamento adequado, o glaucoma pode levar à cegueira. Entenda melhor cada tipo de glaucoma aqui.
Sintomas: podendo variar de acordo com o tipo de glaucoma e surgir de uma hora para a outra ou ao longo do tempo, os sintomas do glaucoma incluem a perda de visão lateral, visão embaçada, vermelhidão, dores de cabeça e dores intensas nos olhos.
Tratamento: apesar de a maioria dos casos serem tratados com o uso de colírios e medicamentos via oral para controlar a pressão intraocular, o tratamento pode variar de acordo com o tipo de glaucoma. Outra opção pode ser a intervenção cirúrgica.
Prevenção: como não existe prevenção contra o glaucoma do tipo agudo, consultas ao oftalmologista e exames preventivos são fundamentais para detectar qualquer alteração nos olhos de forma precoce para reduzir os riscos de complicações.
  1. Conjuntivite

  • A conjuntivite é uma inflamação ou infecção da membrana que envolve o globo ocular, isto é, a conjuntiva. A inflamação pode ser provocada por alergias, irritação por substâncias ou por uma infecção, tanto bacteriana quanto viral. Altamente contagiosa, a conjuntivite é transmitida pelo contato com as secreções oculares da pessoa infectada e pode ocorrer em todas as idades.
Sintomas: visão embaçada, secreção esbranquiçada ou amarelada, olhos vermelhos e lacrimejantes, dor, coceira, inchaço nas pálpebras e sensibilidade à luz.
Tratamento: o tratamento é, geralmente, baseado na higienização dos olhos com soro fisiológico e uso de colírios. Contudo, o tratamento pode variar de acordo com o tipo de conjuntivite e sua causa. Por exemplo, no caso de conjuntivite causada por infecções bacterianas, é recomendado o uso de colírios antibióticos. É fundamental consultar um Oftalmologista do Bem para obter o tratamento adequado e evitar complicações.
Prevenção: como a conjuntivite é uma doença contagiosa, alguns hábitos de higiene pessoal são importantes para sua prevenção, como evitar coçar ou mesmo tocar os olhos, lavar as mãos constantemente, evitar compartilhar produtos de beleza e outros objetos, como toalhas de rosto.
  1. Descolamento da retina

  • A retina, estrutura responsável por converter a imagem luminosa captada pelos olhos em impulsos elétricos, é posicionada no globo ocular por meio de uma substância transparente e gelatinosa chamada vítreo. Seu posicionamento é fundamental para garantir o fornecimento de nutrientes e suporte da retina. O descolamento da retina ocorre quando o vítreo é encolhido, causando o desprendimento parcial ou total da retina com o globo ocular. Além de interromper o fornecimento de nutrientes, essa alteração promove a degeneração das células da região, comprometendo a visão. Esse desprendimento pode ser resultado de trauma, predisposição genética ou do processo natural do envelhecimento.
Sintomas: incapacidade de enxergar com pouca luz, surgimento repentino de manchas flutuantes no campo de visão, miopia, perda da visão parcial, sensibilidade à luz, visualização de flashes luminosos e visão embaçada.
Tratamento: a cirurgia para o reposicionamento da retina no fundo do olho, que pode ser a laser, vitrectomia, retinopexia pneumática e introflexão escleral. Quando realizada em tempo, o procedimento é capaz de salvar a visão do olho afetado.Prevenção: a utilização de óculos durante a prática de atividades que possam lesionar os olhos é fundamental para proteção da retina. Também é importante controlar o diabetes, evitando assim complicações oculares.
  1. Doenças da córnea

  • Existem algumas doenças que afetam a córnea de formas diferentes, alterando a capacidade visual. Um exemplo é a ceratocone, responsável por alterar a curvatura da córnea. Outro exemplo é a ceratite, doença que consiste na inflamação da córnea.
Sintomas: dificuldade de realizar atividades antes simples, por causa da visão limitada, lacrimejamento anormal, dor e presença de secreção.
Tratamento: o tratamento depende diretamente do tipo de doença da córnea. Em alguns casos, o uso de colírios é indicado, enquanto em outros a correção é feita pelo uso de óculos, lentes de contato, o uso de um anel intraestromal, de modo a impedir o processo de deformação da córnea, ou o transplante de córnea, para os casos mais extremos.
Prevenção: evitar coçar e esfregar os olhos e manter sua higiene são ações importantes para cuidar da córnea. Contudo, elas não previnem o surgimento de doenças. A única ação preventiva é a consulta regular a um Oftalmologista do Bem como forma de identificar qualquer alteração de forma precoce.
Bom… sendo assim, nenhuma doença ou problema de visão pode ser diagnosticada sem o auxílio de um Oftalmologista experiente. Só assim será possível identificar o problema e tomar as medidas adequadas para cuidar da saúde dos seus olhos, um dos órgãos mais importantes do corpo!
Se você está apresentando qualquer sintoma ou deseja saber mais, não se automedique e não ignore os sinais!
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