Mulher assassinada pelo companheiro em Samambaia será enterrada nesta sexta (08)

SENSUALLIS
Será enterrada hoje, em Floriano (PI), a operadora de caixa Tauane Morais dos Santos, 23 anos. Na noite da última quarta-feira, ela se tornou a 11ª vítima de feminicídio no Distrito Federal apenas este ano. A jovem foi morta a facadas pelo companheiro, Vinícius Rodrigues de Sousa, 24, no apartamento onde o casal morava com dois filhos, de 2 e 4 anos, em Samambaia Norte. O homem, que trabalhava como chapeiro, não aceitou o término do relacionamento, descumpriu medida protetiva e esfaqueou a vítima diversas vezes. Após o crime, desferiu mais de 20 facadas no próprio corpo, segundo a Polícia Civil. Ela morreu na hora. Familiares do casal disseram ao Correio, na noite de quinta-feira (7/6), que ele havia morrido. Mas a reportagem apurou que Vinícius segue internado em estado grave na UTI do Hospital Regional de Taguatinga (HRT). 

Essa foi a segunda briga do casal em menos de quatro dias. A última havia sido no domingo. Durante a discussão, Tauane disse que estava cansada e que queria pôr um fim ao relacionamento de quatro anos. Pediu que o companheiro pegasse as coisas dele e fosse embora. No depoimento à Polícia Civil, ela contou que, depois disso, ele ficou “descontrolado”, quebrou diversos eletrodomésticos que haviam sido comprados por ela, como a televisão e a geladeira, a agrediu, ameaçou de morte e tentou enforcá-la. O filho de 2 anos do casal testemunhou a cena, e chorava desesperado.

Vizinhos chamaram a Polícia Militar, que separou a briga. Eles foram levados à 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte), onde Tauane deu depoimento e Vinícius foi preso por injúria, ameaça, dano qualificado e vias de fato no âmbito da Lei Maria da Penha. A mulher conseguiu medida protetiva com urgência e, no dia seguinte, o juiz Aragonê Nunes Fernandes, do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Samambaia, soltou o agressor após a audiência de custódia. Conforme ata de audiência, o magistrado entendeu que a fixação de medidas protetivas eram suficientes para acautelar o processo e manter a integridade da vítima.

Além do casal e dos dois filhos, o irmão da vítima, Thalis dos Santos, 32, morava no apartamento com a mulher e um filho. Na quarta-feira à noite, Vinícius foi ao apartamento onde o casal morava em um horário em que apenas Tauane estava. O assassinato ocorreu em seguida. Como não há sobreviventes ou testemunhas, a Polícia Civil não tem informações se o casal chegou a discutir antes do crime. O sobrinho da vítima foi o primeiro a ver a cena do crime, e a mãe dele chamou os policiais.

Segundo o delegado-chefe da 24ª DP, Eduardo Galvão, Vinícius não tinha passagens pela polícia. “No depoimento, Tauane afirmou que o companheiro a havia agredido algumas vezes, mas que ela nunca o havia denunciado. Crimes violentos como esse são derivados de uma escada de acontecimentos. Começam com agressões verbais, vai passando para físicas, até chegar a esse ponto.”

FONTE CORREIO BRAZILIENSE
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