Semana será de mais aumento no preço da gasolina

Os motoristas que já estão assustados com os preços da gasolina devem se preparar para mais impacto no bolso. Com a decisão da Petrobras de reajustar o combustível nas refinarias no sábado (5/5), os donos de postos começaram a mudar os valores nas bombas. Já há postos na Asa Norte, na Asa Sul, no Lago Norte e no Lago Sul vendendo o litro da gasolina entre R$ 4,40 e R$ 4,60.

Gerentes de postos dizem que a ordem é repassar para os consumidores todos os aumentos anunciados pela Petrobras. Eles alegam que os estabelecimentos estão trabalhando com margens muito reduzidas para absorverem os reajustes feitos pela estatal. Em Águas Claras, por exemplo, postos que vinham mantendo os preços da gasolina abaixo de R$ 4 passaram a cobrar R$ 4,049 o litro.

“Está difícil a vida. Sou motorista do Uber e não estou aguentando tanto reajuste. A gasolina subiu demais”, diz Heitor Santos, 37 anos. “Até a semana passada, ainda era possível encher o tanque pagando R$ 3,97, R$ 3,99, pelo litro do combustível. Agora, a grande maioria dos postos está cobrando mais de R$ 4”, afirma.

Dados divulgados pela Petrobras reforçam o que diz Heitor. Desde julho de 2017, quando a estatal colocou em prática a atual política de reajustes de combustíveis, a gasolina já ficou 38,4% mais cara. A justificativa da empresa é a de que a cotação do petróleo subiu no exterior e o dólar rompeu a casa dos R$ 3,50.

A empresa justifica que os ajustes quase que diários nos preços dos combustíveis (para cima ou para baixo) fazem parte das regras de mercado. Não há mais como a companhia ver seus custos aumentarem e não repassar aos consumidores. Durante um bom tempo do governo de Dilma Rousseff, a Petrobras segurou os preços da gasolina para não pressionar a inflação. Por causa disso, acumulou grandes prejuízos.

Parte do governo anda incomodada com os aumentos constantes dos preços da gasolina. Mas a Petrobras já avisou que manterá intacta a atual política de reajuste, que tem sido fundamental para recuperar a sua saúde financeira.

FONTE: CORREIO BRAZILIENSE

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